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Cobrem as frentes mais buscadas por brasileiros no exterior. Se a sua dúvida é uma destas, a resposta está logo abaixo.
Preciso homologar meu divórcio feito no exterior no Brasil?
Na maioria dos casos, não. O divórcio consensual que apenas dissolve o casamento produz efeitos no Brasil sem passar pelo STJ…
Ler a resposta 02O STF acabou com o imposto de 25% sobre aposentadoria de quem mora no exterior?
Sim, para aposentadoria e pensão. Em outubro de 2024 o STF declarou inconstitucional a alíquota fixa de 25% de imposto de renda retido na fonte sobre…
Ler a resposta 03Casei no Brasil e divorciei no exterior. O que preciso fazer?
Você precisa reconhecer seu divórcio estrangeiro no Brasil. O procedimento se chama homologação de sentença estrangeira.Sendo divórcio consensual que…
Ler a resposta 04Posso recuperar o imposto de 25% descontado da minha aposentadoria no exterior?
Sim, dentro do prazo legal e limitado à diferença. O que se recupera não é o total retido…
Ler a resposta 05Homologação e averbação de divórcio estrangeiro são a mesma coisa?
Não. Homologação é o reconhecimento da decisão estrangeira pelo STJ. Averbação é a anotação da mudança no seu registro civil brasileiro…
Ler a resposta 06Quantos anos de IR de 25% posso pedir de volta?
Em regra, é possível pedir a restituição dos valores de Imposto de Renda que foram retidos indevidamente nos últimos 5 anos.No caso específico de…
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11 perguntasComo comprovar meu estado civil em um processo de inventário no Brasil se eu me divorciei no exterior? Para comprovar seu estado civil em um processo de inventário no Brasil, o divórcio realizado no exterior precisa estar previamente reconhecido e regularizado no…
Para comprovar seu estado civil em um processo de inventário no Brasil, o divórcio realizado no exterior precisa estar previamente reconhecido e regularizado no Brasil.
Se o divórcio estrangeiro tratar apenas da dissolução do casamento, em determinadas situações é possível fazer a averbação diretamente no Registro Civil, sem necessidade de homologação pelo STJ. Já se a decisão envolver partilha de bens, alimentos ou outras questões, pode ser necessária a homologação pelo STJ.
Ao final, o documento que normalmente comprovará seu estado civil perante o inventário será a certidão de casamento brasileira atualizada, com a averbação do divórcio.
Revisado em
Divórcio feito em Portugal precisa ser reconhecido no Brasil? Sim, mas depende do tipo de divórcio realizado em Portugal.Se for um divórcio consensual simples, que trate apenas da dissolução do casamento…
Sim, mas depende do tipo de divórcio realizado em Portugal.
Se for um divórcio consensual simples, que trate apenas da dissolução do casamento, em regra não é necessário fazer a homologação pelo STJ. Nesse caso, é possível levar a decisão portuguesa diretamente ao Cartório de Registro Civil brasileiro onde o casamento está registrado para fazer a averbação, com a documentação exigida.
Por outro lado, se o divórcio envolver guarda de filhos, alimentos, partilha de bens ou se for litigioso, será necessária a homologação da decisão estrangeira pelo STJ antes que ela produza esses efeitos no Brasil.
Normative basis: CPC, art. 961, §5º · CNJ Provision 149/2023 Revisado em
Casei no Brasil e divorciei no exterior. O que preciso fazer? Você precisa reconhecer seu divórcio estrangeiro no Brasil. O procedimento se chama homologação de sentença estrangeira.Sendo divórcio consensual que apenas…
Você precisa reconhecer seu divórcio estrangeiro no Brasil. O procedimento se chama homologação de sentença estrangeira.
Sendo divórcio consensual que apenas dissolveu o vínculo, o art. 961, §5º do CPC dispensa a homologação pelo STJ e a regulamentação do CNJ autoriza o oficial a fazer a averbação diretamente em cartório.
Enquanto essa averbação não acontece, você continua casado para todos os efeitos no Brasil. Isso trava novo casamento, aparece na matrícula de imóvel em qualquer venda e reaparece na hora de um inventário, porque o cônjuge constante do registro tem meação e condição de herdeiro.
Normative basis: CPC, art. 961, §5º · CNJ Provision 149/2023 Revisado em
Posso casar novamente no Brasil depois de me divorciar no exterior? Só depois que o divórcio estiver averbado no seu registro brasileiro. Antes disso, você consta como casado e o cartório vai recusar a habilitação.A habilitação para…
Só depois que o divórcio estiver averbado no seu registro brasileiro. Antes disso, você consta como casado e o cartório vai recusar a habilitação.
A habilitação para casamento exige certidão de estado civil atualizada. Enquanto a averbação não é feita, a certidão continua indicando casamento anterior em vigor, o que é impedimento legal, e não uma formalidade que o cartório possa relevar.
O erro mais frequente aparece na sequência dos passos: casais marcam data, contratam fornecedores e só então descobrem que a habilitação não sai. Como a averbação depende de documento estrangeiro, apostila e tradução, e em muitos casos uma ação de reconhecimento da sentença no STJ, o tempo real de preparo é bem maior do que a maioria imagina.
Resolva seu divórcio estrangeiro antes de marcar qualquer data. Ela é o item de maior prazo e menor previsibilidade da lista.
Normative basis: CPC, art. 961, §5º · CNJ Provision 149/2023 Revisado em
Depois que o STJ homologa o divórcio, meu estado civil muda automaticamente no cartório? Não. A homologação pelo STJ e a atualização do seu registro civil são dois atos distintos, e o segundo não acontece sozinho.O STJ reconhece a eficácia da decisão…
Não. A homologação pelo STJ e a atualização do seu registro civil são dois atos distintos, e o segundo não acontece sozinho.
O STJ reconhece a eficácia da decisão estrangeira no Brasil. Quem altera o assento de casamento é o oficial de registro civil do cartório onde o casamento está registrado, mediante averbação, com apresentação da documentação exigida.
Se o casamento ainda não foi transcrito no Brasil, é necessário realizar essa etapa também.
Pessoas concluem o processo no STJ, guardam a decisão e seguem a vida acreditando que está tudo resolvido. Meses ou anos depois, na venda de um imóvel ou numa habilitação de casamento, descobrem que a certidão continua dizendo que estão casadas.
Depois de qualquer decisão sobre divórcio, peça uma certidão de casamento atualizada e leia a margem. Se a averbação não estiver lá, o processo não terminou.
Normative basis: CNJ Provision 149/2023 Revisado em
Preciso homologar meu divórcio feito no exterior no Brasil? Na maioria dos casos, não. O divórcio consensual que apenas dissolve o casamento produz efeitos no Brasil sem passar pelo STJ…
In most cases, no.
O divórcio consensual que apenas dissolve o casamento produz efeitos no Brasil sem passar pelo STJ, e pode ser averbado diretamente no cartório de registro civil. A regra está no art. 961, §5º do Código de Processo Civil, em vigor desde março de 2016, e foi regulamentada pelo CNJ para permitir a averbação direta pelo oficial de registro civil, sem intervenção judicial prévia e sem exigência de advogado para esse ato específico.
O que muda a resposta é o conteúdo da sentença. Se ela também decidiu partilha de bens, guarda de filhos ou pensão alimentícia, esses capítulos precisam de homologação pelo STJ, e o cartório averba apenas a dissolução do casamento. Um ponto costuma passar despercebido: pelo art. 23, II do CPC, bens situados no Brasil são de competência exclusiva da autoridade brasileira, mesmo quando a sentença estrangeira já decidiu sobre eles.
Releia sua sentença procurando qualquer capítulo além do fim do casamento, inclusive acordos que ela tenha apenas homologado. Isso define sozinho qual caminho você vai seguir.
Normative basis: CPC, art. 961, §5º · CNJ Provision 149/2023 · CPC, art. 23, II Revisado em
Divórcio feito nos Estados Unidos vale no Brasil? Não, é necessário reconhecer a decisão estrangeira no STJ. Em alguns casos é possível fazer a averbação direta em cartório. O que decide não é o estado onde você se divorciou…
Não, é necessário reconhecer a decisão estrangeira no STJ. Em alguns casos é possível fazer a averbação direta em cartório.
Pelo art. 961, §5º do CPC, o divórcio consensual que apenas dissolve o vínculo produz efeitos no Brasil independentemente de homologação, e é averbado direto no cartório. Vale para Flórida, Texas, Califórnia, Massachusetts e qualquer outro estado: a regra brasileira olha o conteúdo do ato, não a jurisdição de origem.
A diferença aparece na prática americana. É comum o decree incorporar um marital settlement agreement tratando de bens, pensão ou guarda. Quando isso acontece, é necessário passar pelo STJ. E se houver imóvel no Brasil na partilha, o art. 23, II do CPC reserva essa decisão à autoridade brasileira.
Procure no seu decree as expressões marital settlement agreement, property division, custody e support. A presença de qualquer uma delas muda o procedimento.
Normative basis: CPC, art. 961, §5º · CNJ Provision 149/2023 · CPC, art. 23, II Revisado em
Divórcio feito no Japão precisa ser homologado no Brasil? Sim, e na maioria dos casos sem passar pelo STJ, mas isso depende do teor da decisão estrangeira.
Sim, e na maioria dos casos sem passar pelo STJ, mas isso depende do teor da decisão estrangeira.
A modalidade mais comum no Japão é o divórcio por acordo entre os cônjuges, registrado no koseki, o registro familiar. Não é uma sentença judicial. Ainda assim, o art. 961, §1º do CPC admite o reconhecimento de decisão não judicial que, pela lei brasileira, tenha natureza jurisdicional, e a averbação direta regulamentada pelo CNJ alcança essa hipótese.
A dificuldade prática é de forma. O registro familiar japonês tem estrutura muito diferente da certidão brasileira, e o oficial de registro civil precisa conseguir identificar nele o ato de divórcio, sua data e seu caráter consensual.
Solicite o extrato do koseki que contenha o registro do divórcio e providencie tradução por tradutor público brasileiro, não tradução de cortesia.
Normative basis: CPC, art. 961, §5º · CNJ Provision 149/2023 Revisado em
Preciso de advogado para homologar divórcio estrangeiro no STJ? Depende de um único fator: se o seu caminho é a averbação direta em cartório ou o processo no STJ. Para a averbação direta não é obrigatório; para o STJ, é.
Depende de um único fator: se o seu caminho é a averbação direta em cartório ou o processo no STJ.
Para a averbação direta não é obrigatório; para o STJ, é. A regulamentação do CNJ sobre averbação direta do divórcio consensual simples dispensa expressamente a assistência de advogado ou de defensor público nesse ato. Já a homologação de decisão estrangeira é processo judicial perante o STJ e segue a regra geral de representação por advogado.
Na prática, a divisão é menos limpa do que parece. Quem tenta a averbação direta sem orientação costuma descobrir tarde que a sentença tinha um capítulo de partilha, que o cartório recusa parte do pedido, ou que a tradução não atende à exigência local. Por isso, contar com a ajuda de um profissional especializado na área pode evitar atrasos e despesas surpresas.
Antes de decidir, classifique a sua sentença: dissolução apenas, ou dissolução mais outros capítulos. Essa classificação define tudo o que vem depois.
Normative basis: CPC, art. 961, §5º · CNJ Provision 149/2023 Revisado em
Homologação e averbação de divórcio estrangeiro são a mesma coisa? Não. Homologação é o reconhecimento da decisão estrangeira pelo STJ. Averbação é a anotação da mudança no seu registro civil brasileiro, feita em cartório.
Não. Homologação é o reconhecimento da decisão estrangeira pelo STJ. Averbação é a anotação da mudança no seu registro civil brasileiro, feita em cartório.
São etapas de naturezas diferentes: uma é judicial e trata da eficácia da decisão no país; a outra é registral e trata da publicidade do seu estado civil. No divórcio consensual que apenas dissolve o casamento, o art. 961, §5º do CPC dispensa a primeira, e resta só a segunda.
A relação entre elas é assimétrica e é aí que mora a confusão. Todo divórcio estrangeiro precisa de averbação para atualizar o registro brasileiro. Nem todo divórcio estrangeiro precisa de homologação.
Ao ler qualquer orientação sobre o tema, identifique se ela fala do STJ ou do cartório. Textos que misturam os dois levam ao caminho errado.
Normative basis: CPC, art. 961, §5º · CNJ Provision 149/2023 · Statement 10, CJF (2022) Revisado em
Divórcio estrangeiro com partilha de imóvel no Brasil pode ser homologado? A partilha de imóvel situado no Brasil não pode ser resolvida por decisão estrangeira. O art.
A partilha de imóvel situado no Brasil não pode ser resolvida por decisão estrangeira.
O art. 23, II do Código de Processo Civil reserva essa competência exclusivamente à autoridade brasileira. Competência exclusiva significa que a decisão estrangeira sobre esse bem não é homologável nessa parte, exceto quando as partes tenham concordado com ela no exterior. A dissolução do casamento continua produzindo efeitos normalmente pelo art. 961, §5º, e o art. 961, §6º ainda permite que qualquer juiz examine a validade da decisão quando o tema surgir em outro processo.
O cenário mais frequente é o seguinte: o casal fecha nos Estados Unidos ou na Europa um acordo global, incluindo o apartamento no Brasil, e assume que está resolvido. Anos depois, na venda do imóvel, o registro de imóveis não aceita a decisão estrangeira como título e a partilha precisa ser refeita no Brasil, sob condições e relação entre as partes que já não são as mesmas.
Verifique se algum bem situado no Brasil aparece no seu acordo ou sentença. Se aparecer, essa parte precisa ser tratada aqui, e quanto antes menos custosa ela é.
Normative basis: CPC, art. 23, II · CPC, art. 961, §5º · CPC, art. 961, §6º Revisado em
Divorce and stable union living abroad
8 perguntasComo fazer divórcio online no Brasil morando fora? Esse é o chamado divórcio online por escritura pública, realizado por videoconferência notarial.
Esse é o chamado divórcio online por escritura pública, realizado por videoconferência notarial.
É uma modalidade perfeitamente válida no Brasil e bastante célere para casais que não têm filhos menores de idade e estão de acordo sobre todos os termos do divórcio.
A expressão “divórcio online” não significa um simples formulário pela internet. Trata-se de uma escritura pública de divórcio, com a manifestação de vontade das partes por videoconferência e assistência obrigatória de advogado.
O que impede esse caminho não é a distância, mas a falta de acordo. Se houver divergência sobre qualquer ponto do divórcio, a via poderá ser judicial.
Por isso, é importante verificar se ambos estão de acordo não apenas com o divórcio, mas também com todos os seus termos.
Normative basis: CNJ Resolution 35/2007 · CNJ Provision 100/2020 (e-Notary) Revisado em
Divórcio consensual pode ser feito em cartório? Sim. O divórcio consensual pode ser feito em cartório, por escritura pública, desde que haja consenso entre as partes…
Sim. O divórcio consensual pode ser feito em cartório, por escritura pública, desde que haja consenso entre as partes, o casal não tenha filhos menores ou incapazes e não haja gravidez.
Esse procedimento também pode ser realizado online, por videoconferência notarial, sem que o casal precise comparecer fisicamente ao cartório. É uma modalidade válida e, em geral, bastante célere, desde que todos os termos do divórcio estejam de acordo.
Normative basis: CNJ Resolution 35/2007 · CNJ Resolution 571/2024 Revisado em
Como funciona a partilha de bens no divórcio internacional? Duas perguntas diferentes se resolvem por regras diferentes: qual lei define o que é de cada um…
Duas perguntas diferentes se resolvem por regras diferentes: qual lei define o que é de cada um, e qual autoridade decide sobre cada bem.
O regime de bens segue o art. 7º, §4º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro: a lei do domicílio dos nubentes, ou a do primeiro domicílio conjugal se os domicílios eram diversos. Já a competência sobre bem situado no Brasil é exclusivamente da autoridade brasileira, pelo art. 23, II do Código de Processo Civil.
A consequência que surpreende: a lei estrangeira pode reger o regime de bens do casamento, e ainda assim a partilha do imóvel brasileiro precisa ser feita aqui.
Normative basis: CPC, art. 23, II · LINDB, art. 7th, §4th Revisado em
O Brasil pode partilhar bens que estão no exterior? Não diretamente, e um casal com patrimônio em dois países costuma resolver a partilha em dois procedimentos.A jurisdição brasileira alcança os bens situados no…
Não diretamente, e um casal com patrimônio em dois países costuma resolver a partilha em dois procedimentos.
A jurisdição brasileira alcança os bens situados no Brasil, e o bem que está fora é partilhado pela autoridade do país onde se encontra. O art. 23, II do Código de Processo Civil fixa competência exclusiva brasileira sobre bens aqui situados, e essa mesma lógica territorial limita o alcance nacional sobre o patrimônio no exterior. Na prática, um casal com bens em dois países costuma resolver a partilha em dois procedimentos.
O que a prática admite, e muita gente desconhece, é o acordo. Nada impede que vocês considerem o valor do bem estrangeiro ao dividir consensualmente o que está no Brasil, compensando um com o outro.
Normative basis: CPC, art. 23, II Revisado em
Tenho imóvel no Brasil e moro nos Estados Unidos. Como fica no divórcio? O imóvel brasileiro é partilhado no Brasil, ainda que o divórcio corra nos Estados Unidos.
O imóvel brasileiro é partilhado no Brasil, ainda que o divórcio corra nos Estados Unidos. Nenhuma decisão americana transfere sozinha a propriedade de imóvel aqui.
O art. 23, II do Código de Processo Civil dá competência exclusiva à autoridade brasileira sobre bens situados no Brasil, e o art. 964 do mesmo código impede a homologação de decisão estrangeira nessas hipóteses. A divisão precisa ser formalizada por ato brasileiro e averbada na matrícula do imóvel.
Normative basis: CPC, art. 23, II · LINDB, art. 7th, §4th Revisado em
Pacto antenupcial feito no exterior vale no divórcio no Brasil? Vale, com duas condições: casamento e pacto trasladados no Brasil, e cláusulas compatíveis com a ordem pública brasileira.O art.
Vale, com duas condições: casamento e pacto trasladados no Brasil, e cláusulas compatíveis com a ordem pública brasileira.
O art. 7º, §4º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro submete o regime de bens à lei do domicílio dos nubentes ou do primeiro domicílio conjugal. O pacto acompanha o casamento no traslado disciplinado pela Resolução 155/ 2012 do CNJ, e é isso que o torna oponível perante cartórios e registros brasileiros.
O que costuma ser afastado são cláusulas que renunciam a direito que o direito brasileiro considera indisponível. Válidas na origem, elas não produzem efeito aqui, como por exemplo, renúncia à herança ou alimentos (pensão).
Separe o texto integral do pacto e verifique se ele foi levado ao registro brasileiro junto com o casamento. Sem esse registro, ele não alcança terceiros no Brasil.
Normative basis: LINDB, art. 7th, §4th · Resolução CNJ 155/2012 Revisado em
Posso voltar ao nome de solteira no divórcio? Pode, e é escolha sua. Manter o nome de casada também é, e nenhuma das duas opções depende da concordância do outro cônjuge.O Código Civil assegura ao cônjuge a…
Pode, e é escolha sua. Manter o nome de casada também é, e nenhuma das duas opções depende da concordância do outro cônjuge.
O Código Civil assegura ao cônjuge a possibilidade de retomar o nome de solteiro no divórcio, e a alteração se averba no registro civil. Feita a averbação, ela abre a atualização dos demais documentos.
O ponto que gera retrabalho é o silêncio. Se a sentença ou a escritura não disser nada sobre nome, o oficial não presume a retomada, e resolver depois exige o pedido de retificação em cartório.
Peça que o pedido de retomada do nome conste expressamente do documento de divórcio, com essas palavras. Incluir agora custa uma linha; incluir depois custa um procedimento.
Normative basis: Civil Code, art. 1,578 · Law 6,015/1973, art. 110 Revisado em
Quanto custa um divórcio no Brasil para quem mora no exterior? O valor depende do tipo de divórcio e da situação do casal. Para quem mora no exterior, é possível realizar o procedimento inteiramente à distância…
O valor depende do tipo de divórcio e da situação do casal. Para quem mora no exterior, é possível realizar o procedimento inteiramente à distância, e os custos podem envolver honorários advocatícios, taxas cartorárias ou judiciais e, dependendo do caso, procurações e outros documentos.
Por isso, o valor exato só pode ser definido após analisar o caso concreto, especialmente se o divórcio for consensual ou litigioso e se houver filhos ou bens envolvidos.
Normative basis: CNJ Resolution 35/2007 Revisado em
Marriage abroad and registration in Brazil
20 perguntasCasei no exterior. Meu casamento vale no Brasil? Sim. O casamento celebrado validamente no exterior é reconhecido pelo Brasil, e você já é casado para o direito brasileiro desde o dia da cerimônia.
Sim. O casamento celebrado validamente no exterior é reconhecido pelo Brasil, e você já é casado para o direito brasileiro desde o dia da cerimônia.
A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro manda observar a lei do país onde o ato foi praticado quanto à forma da celebração. Casamento válido lá é casamento válido aqui, sem necessidade de nova cerimônia, de homologação judicial ou de autorização de qualquer órgão.
O que não acontece sozinho é a atualização dos seus registros brasileiros. Enquanto o casamento não for trasladado, a sua certidão de nascimento continua dizendo solteiro, e é ela que cartórios, bancos e a Polícia Federal consultam. A validade existe, a prova documental não.
Peça a sua certidão de nascimento brasileira atualizada e veja o campo de estado civil. É o que qualquer órgão no Brasil vai enxergar sobre você hoje.
Normative basis: LINDB, art. 7º · Resolução CNJ 155/2012 Revisado em
Preciso registrar no Brasil o casamento feito no exterior? Na prática, sim, e o motivo não é multa: é que sem o traslado nada no Brasil reconhece você como casado.
Na prática, sim, e o motivo não é multa: é que sem o traslado nada no Brasil reconhece você como casado.
A lei não fixa prazo nem pune quem não registra, mas sem o traslado você não consegue exercer direito nenhum que dependa do estado civil no Brasil. A Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça disciplina o traslado das certidões de registro civil emitidas no exterior. Ela organiza o procedimento, e não cria obrigação com sanção: o efeito de não trasladar aparece depois, quando você precisa do documento.
Onde isso aparece: venda ou compra de imóvel, inventário do cônjuge, alteração de nome, renovação de passaporte com o sobrenome novo e qualquer ato que exija comprovar quem é o seu cônjuge.
Liste o que você pretende fazer no Brasil nos próximos dois anos. Se qualquer item envolve imóvel, herança ou mudança de nome, o traslado deixa de ser opcional na prática.
Normative basis: CNJ Resolution 155/2012 Revisado em
Qual a diferença entre registrar o casamento no consulado e transcrever no Brasil? São duas etapas da mesma trilha, não duas opções. O consulado registra o casamento no exterior…
São duas etapas da mesma trilha, não duas opções.
O consulado registra o casamento no exterior, e o cartório brasileiro traslada esse registro para dentro do sistema nacional. Pela Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça, o traslado se faz no 1º Ofício de Registro Civil da comarca do seu domicílio no Brasil, ou no 1º Ofício do Distrito Federal quando você não tem domicílio no país. Só depois desse traslado o casamento aparece na sua certidão de nascimento brasileira.
A diferença que economiza tempo e dinheiro: certidão que já passou pelo consulado brasileiro dispensa apostila e tradução juramentada, porque o ato consular já é documento brasileiro. Certidão estrangeira pura exige as duas coisas.
Verifique se vocês chegaram a registrar o casamento no consulado. Se sim, peça a certidão consular e pule duas etapas.
Normative basis: CNJ Resolution 155/2012 Revisado em
Posso registrar o casamento estrangeiro diretamente em cartório no Brasil? Sim, sem passar pelo consulado. A certidão estrangeira vai direto ao cartório brasileiro, desde que apostilada e traduzida.
Sim, sem passar pelo consulado. A certidão estrangeira vai direto ao cartório brasileiro, desde que apostilada e traduzida.
A Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça admite o traslado tanto da certidão consular quanto da certidão estrangeira. No segundo caso ela exige a apostila, prevista na Convenção da Haia de 1961 e em vigor no Brasil desde 14 de agosto de 2016, mais tradução feita por tradutor público juramentado inscrito em junta comercial brasileira.
O cartório competente não é qualquer um: é o 1º Ofício de Registro Civil da comarca do seu domicílio, ou o 1º Ofício do Distrito Federal se você não tem domicílio no Brasil. Entregar em cartório diverso resulta em devolução.
Confirme qual é o 1º Ofício de Registro Civil da cidade onde você tem ou teve domicílio. É o endereço que define para onde os documentos vão.
Normative basis: Resolução CNJ 155/2012 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
Posso transcrever meu casamento estrangeiro sem viajar ao Brasil? Sim. O traslado é feito por requerimento, e a Resolução admite expressamente que ele parta de procurador, então ninguém precisa entrar no Brasil.
Sim. O traslado é feito por requerimento, e a Resolução admite expressamente que ele parta de procurador, então ninguém precisa entrar no Brasil.
A Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça lista entre os legitimados o procurador de um dos cônjuges, ao lado dos próprios cônjuges. Como o ato é registral e não judicial, não há audiência, comparecimento pessoal nem prazo de presença.
O que precisa viajar são os documentos originais, não você. Certidão apostilada e tradução juramentada seguem em via física para o cartório, e é esse envio que costuma consumir a maior parte do tempo.
Escolha o serviço de envio antes de apostilar. Documento original extraviado no correio significa recomeçar do zero, inclusive a apostila.
Normative basis: CNJ Resolution 155/2012 Revisado em
Quais documentos preciso para registrar o casamento feito no exterior? São cinco itens, todos listados numa norma só do Conselho Nacional de Justiça. A lista está na Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça.
São cinco itens, todos listados numa norma só do Conselho Nacional de Justiça.
A lista está na Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça. A certidão de casamento pode ser a consular ou a estrangeira, e nesta segunda hipótese ela vai legalizada ou apostilada e traduzida por tradutor juramentado. A declaração de domicílio indica em que comarca o traslado será feito.
O item que mais atrasa o processo é o terceiro. Quem já foi casado antes precisa comprovar que aquele casamento acabou, e divórcio estrangeiro não averbado no Brasil trava o traslado até ser resolvido.
Se algum de vocês já foi casado, comece pela dissolução anterior. Ela é pré-requisito dos outros documentos, não um detalhe do fim da lista.
Normative basis: CNJ Resolution 155/2012 Revisado em
A certidão de casamento estrangeira precisa de Apostila da Haia? Precisa, se o país que a emitiu for parte da Convenção da Apostila. Não sendo, ela vai por legalização no consulado brasileiro, que é o caminho antigo e mais lento.
Precisa, se o país que a emitiu for parte da Convenção da Apostila.
Não sendo, ela vai por legalização no consulado brasileiro, que é o caminho antigo e mais lento. A Convenção da Haia de 1961 está em vigor no Brasil desde 14 de agosto de 2016, promulgada pelo Decreto 8.660/2016, e substituiu a legalização consular entre os países que a assinaram. A apostila é emitida pela autoridade competente do país de origem do documento, nunca pelo Brasil.
A exceção que dispensa tudo: certidão emitida por consulado brasileiro não é documento estrangeiro. Ela já nasce brasileira e não leva apostila nem tradução.
Consulte a lista oficial de países da Convenção antes de agendar qualquer coisa. Ela define se o seu caminho é apostila ou consulado, e são procedimentos diferentes.
Normative basis: Apostille Convention (Decree 8,660/2016) · Resolução CNJ 155/2012 Revisado em
Preciso traduzir minha certidão de casamento estrangeira? Sim, por tradutor público juramentado. Tradução feita por você, por agência comum ou por tradutor certificado no exterior não é aceita pelo cartório.
Sim, por tradutor público juramentado. Tradução feita por você, por agência comum ou por tradutor certificado no exterior não é aceita pelo cartório.
A Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça exige tradução por tradutor público, que no Brasil é profissional matriculado em junta comercial estadual. A exigência é de fé pública, não de qualidade linguística: a lista de tradutores é pública e consultável na junta comercial de qualquer estado.
O que muitas pessoas descobrem tarde: a apostila também precisa ser traduzida, porque ela é parte do documento. Traduzir só a certidão e deixar a apostila em inglês resulta em exigência do cartório.
Envie ao tradutor a certidão já apostilada, nunca antes. Traduzir primeiro obriga a uma segunda tradução depois.
Normative basis: CNJ Resolution 155/2012 Revisado em
Casei nos Estados Unidos. Como registro meu casamento no Brasil? São três etapas: obter a certidão, apostilar no estado que a emitiu e trasladar no 1º Ofício do seu domicílio.
São três etapas: obter a certidão, apostilar no estado que a emitiu e trasladar no 1º Ofício do seu domicílio.
Os Estados Unidos são parte da Convenção da Apostila da Haia de 1961, em vigor no Brasil desde 14 de agosto de 2016, então o documento não passa por consulado brasileiro. Depois de apostilado, ele segue com tradução juramentada para o cartório indicado pela Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça.
O detalhe que faz americanos e brasileiros errarem igual: a apostila é estadual, emitida pelo Secretary of State do estado que emitiu a certidão. Certidão da Flórida não é apostilada em Nova York, e não existe apostila federal para documento estadual.
Confira em que condado e estado a certidão foi emitida. É esse estado que apostila, e nenhum outro.
Normative basis: Apostille Convention (Decree 8,660/2016) · Resolução CNJ 155/2012 Revisado em
Casei na Austrália. Como atualizo meu casamento no Brasil? Peça o certificado ao registro do estado ou território onde casou, apostile e traslade no 1º Ofício de Registro Civil do seu domicílio no Brasil.
Peça o certificado ao registro do estado ou território onde casou, apostile e traslade no 1º Ofício de Registro Civil do seu domicílio no Brasil.
A Austrália é parte da Convenção da Apostila da Haia de 1961, em vigor no Brasil desde 14 de agosto de 2016, então não há legalização consular. Apostilado e traduzido por tradutor juramentado, o documento vai ao cartório indicado pela Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça.
A diferença em relação aos Estados Unidos está em quem apostila: na Austrália a apostila é federal, emitida pelo Department of Foreign Affairs and Trade, ainda que o certificado tenha sido emitido pelo registro estadual.
Separe o certificado oficial do registro civil, não a lembrança da cerimônia. O documento decorativo entregue no dia não serve para traslado.
Normative basis: Apostille Convention (Decree 8,660/2016) · Resolução CNJ 155/2012 Revisado em
Casei na Austrália. Preciso transcrever o casamento no Brasil? Se um dos cônjuges é brasileiro, o casamento celebrado no exterior deve ser registrado no Brasil para produzir plenamente seus efeitos jurídicos.O casal pode seguir…
Se um dos cônjuges é brasileiro, o casamento celebrado no exterior deve ser registrado no Brasil para produzir plenamente seus efeitos jurídicos.
O casal pode seguir dois caminhos: fazer primeiro o registro no Consulado brasileiro e, posteriormente, a transcrição no Cartório de Registro Civil no Brasil, ou pular a etapa consular e realizar a transcrição diretamente no cartório brasileiro.
Nesse segundo caso, porém, será necessário providenciar apostilamento da certidão estrangeira e tradução juramentada, o que pode gerar custos adicionais.
Normative basis: Apostille Convention (Decree 8,660/2016) · Resolução CNJ 155/2012 Revisado em
Casei em Portugal. Preciso registrar o casamento no Brasil? Precisa, ainda que ninguém aqui questione a validade do seu casamento português.
Precisa, ainda que ninguém aqui questione a validade do seu casamento português.
O casamento vale no Brasil desde a celebração, mas só entra nos seus registros brasileiros depois do traslado no 1º Ofício de Registro Civil do seu domicílio. Portugal é parte da Convenção da Apostila da Haia de 1961, em vigor no Brasil desde 14 de agosto de 2016, então a certidão do registo civil português recebe apostila e segue ao cartório brasileiro conforme a Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça.
A vantagem prática de Portugal, que quase ninguém aproveita: a certidão é emitida em português, o que dispensa a tradução juramentada exigida nos demais países. Continua sendo necessária a apostila.
Peça a certidão de casamento em formato de cópia integral, não o extrato resumido. O cartório brasileiro precisa do inteiro teor do assento.
Normative basis: Apostille Convention (Decree 8,660/2016) · Resolução CNJ 155/2012 Revisado em
Não registrei meu casamento do exterior no Brasil. Posso vender um imóvel? A saída é trasladar o casamento antes da escritura. Sem isso o tabelião não lavra a venda, porque o seu estado civil na matrícula não corresponde ao real.
A saída é trasladar o casamento antes da escritura.
Sem isso o tabelião não lavra a venda, porque o seu estado civil na matrícula não corresponde ao real. O registro de imóveis e o tabelionato trabalham com o estado civil que consta dos seus documentos brasileiros, e ele só é atualizado pelo traslado previsto na Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça. Vender declarando-se solteiro quando se é casado gera escritura viciada e risco de anulação futura.
O que decide se o cônjuge precisa assinar é o regime de bens, definido pelo art. 7º, §4º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro: a lei do domicílio dos nubentes ou, se diverso, a do primeiro domicílio conjugal.
Puxe a matrícula atualizada do imóvel e compare o estado civil que consta nela com o seu de hoje. A diferença entre os dois é exatamente o que precisa ser resolvido.
Normative basis: Resolução CNJ 155/2012 · LINDB, art. 7th, §4th Revisado em
Preciso registrar o casamento estrangeiro para fazer inventário no Brasil? Sim. Sem o traslado, o cônjuge sobrevivente não consegue provar que é cônjuge, e sem essa prova não há meação nem participação na herança.
Sim. Sem o traslado, o cônjuge sobrevivente não consegue provar que é cônjuge, e sem essa prova não há meação nem participação na herança.
O traslado segue a Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça e se faz no 1º Ofício de Registro Civil do domicílio no Brasil. Ele resolve duas questões ao mesmo tempo: a condição de cônjuge e o regime de bens, que pelo art. 7º, §4º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro é o do domicílio dos nubentes ou o do primeiro domicílio conjugal.
O regime é o que define quanto cada um recebe. Comunhão parcial e separação total produzem partilhas muito diferentes sobre o mesmo patrimônio.
Se há um inventário em curso ou por vir, comece o traslado agora. Ele é pré-requisito da escritura de partilha, não uma pendência para depois.
Normative basis: Resolução CNJ 155/2012 · LINDB, art. 7th, §4th Revisado em
Posso renovar meu passaporte brasileiro sem registrar o casamento feito no exterior? Pode, mantendo o nome de solteiro. O que o traslado destrava é a mudança de sobrenome no passaporte, não a renovação em si.
Pode, mantendo o nome de solteiro. O que o traslado destrava é a mudança de sobrenome no passaporte, não a renovação em si.
A Polícia Federal emite o passaporte a partir dos seus registros civis brasileiros, e eles só passam a registrar o casamento e o novo sobrenome depois do traslado previsto na Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça. Sem traslado, o sistema continua enxergando o nome anterior.
O problema aparece na fronteira e nos bancos, não no balcão da emissão: passaporte com um nome e documento de residência estrangeira com outro produz divergência que trava viagem, conta bancária e processo migratório.
Compare o nome do seu passaporte com o do seu documento de residência no exterior. Se forem diferentes, o traslado deixa de ser burocracia e vira urgência prática.
Normative basis: CNJ Resolution 155/2012 Revisado em
Mudei de sobrenome ao casar no exterior. Como atualizo meus documentos brasileiros? A ordem é uma só: primeiro o traslado do casamento, depois a nova certidão de nascimento, e só então CPF, passaporte e os demais documentos.
A ordem é uma só: primeiro o traslado do casamento, depois a nova certidão de nascimento, e só então CPF, passaporte e os demais documentos.
O traslado segue a Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça e é o ato que faz o sobrenome novo entrar no registro civil brasileiro. Todos os outros órgãos consultam esse registro, e nenhum deles altera nome por conta própria.
O que faz o pedido ser recusado é inverter a ordem. Tentar mudar o CPF antes de o casamento estar trasladado resulta em indeferimento, porque falta o documento que prova a alteração.
Peça a certidão de nascimento atualizada depois do traslado e confira se o sobrenome novo aparece na averbação. É esse papel que abre todos os outros pedidos.
Normative basis: CNJ Resolution 155/2012 Revisado em
Meu casamento estrangeiro tem pacto antenupcial. Ele vale no Brasil? Em regime geral vale, mas ele não produz efeito automático sobre imóvel no Brasil enquanto não for trasladado e registrado junto com o casamento. O art.
Em regime geral vale, mas ele não produz efeito automático sobre imóvel no Brasil enquanto não for trasladado e registrado junto com o casamento.
O art. 7º, §4º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro submete o regime de bens à lei do domicílio dos nubentes, ou à do primeiro domicílio conjugal se os domicílios eram diferentes. O pacto acompanha o casamento no traslado disciplinado pela Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça.
O que pode afastar o pacto é a ordem pública brasileira. Cláusula que suprima direito que o direito brasileiro considera indisponível não é aplicada aqui, ainda que válida no país de origem.
Separe o texto integral do pacto, não só a menção a ele na certidão. É o conteúdo das cláusulas que define o que será aceito no Brasil.
Normative basis: LINDB, art. 7th, §4th · Resolução CNJ 155/2012 Revisado em
Qual regime de bens vale para casamento feito no exterior? O que decide é o domicílio dos noivos na época do casamento, não o país onde a cerimônia aconteceu nem a nacionalidade de vocês. O art.
O que decide é o domicílio dos noivos na época do casamento, não o país onde a cerimônia aconteceu nem a nacionalidade de vocês.
O art. 7º, §4º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro determina que o regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que os nubentes tinham domicílio e, se este era diverso, à lei do primeiro domicílio conjugal. Casar em Las Vegas morando em São Paulo não atrai a lei de Nevada.
A consequência que pega gente desprevenida: casais que moravam em países diferentes ficam sujeitos à lei do lugar onde montaram a primeira casa juntos, e esse lugar nem sempre é óbvio de provar anos depois.
Anote onde cada um de vocês morava no dia do casamento e onde foi a primeira residência comum. Essas duas informações definem sozinhas o seu regime de bens.
Normative basis: LINDB, art. 7th, §4th Revisado em
Casamento homoafetivo feito no exterior pode ser registrado no Brasil? Sim, pelo mesmo procedimento de qualquer outro casamento. O cartório não pode recusar, e a recusa é falta funcional do oficial.
Sim, pelo mesmo procedimento de qualquer outro casamento. O cartório não pode recusar, e a recusa é falta funcional do oficial.
A Resolução 175 do Conselho Nacional de Justiça, de 14 de maio de 2013, veda às autoridades competentes recusar habilitação, celebração de casamento civil ou conversão de união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo. O traslado do casamento estrangeiro segue a Resolução 155 de 17 de julho de 2012, sem regra distinta.
Se houver recusa, ela tem endereço certo: o caso vai ao juiz corregedor da comarca, que determina o cumprimento, e pode haver processo administrativo contra o oficial.
Peça a recusa por escrito, com o fundamento indicado pelo cartório. É esse documento que instrui a representação ao juiz corregedor.
Normative basis: CNJ Resolution 175/2013 · Resolução CNJ 155/2012 Revisado em
Quanto tempo leva para transcrever um casamento estrangeiro no Brasil? O que determina o prazo é a preparação dos documentos no exterior, não o cartório.
O que determina o prazo é a preparação dos documentos no exterior, não o cartório.
O ato registral em si é rápido; reunir e apostilar o que ele exige é a parte longa. Três etapas correm fora do Brasil e dependem de terceiros: emissão da certidão pelo registro estrangeiro, apostila pela autoridade competente daquele país, e tradução por tradutor público juramentado. Só depois o cartório indicado pela Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça faz o traslado.
O que costuma dobrar o calendário é a exigência intermediária: certidão em modelo errado, apostila não traduzida, ou casamento anterior sem prova de dissolução. Cada exigência recomeça uma etapa.
Peça ao cartório a lista de exigências antes de mandar qualquer documento. Ajustar no início custa dias, ajustar depois custa semanas.
Normative basis: Resolução CNJ 155/2012 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
Getting married in Brazil at a distance
15 perguntasÉ possível casar no Brasil morando no exterior? Sim. O caminho previsto em lei federal é o casamento por procuração, e ele existe desde muito antes de qualquer discussão sobre videoconferência. O art.
Sim. O caminho previsto em lei federal é o casamento por procuração, e ele existe desde muito antes de qualquer discussão sobre videoconferência.
O art. 1.542 do Código Civil admite a celebração do casamento mediante procuração, por instrumento público e com poderes especiais. Isso significa que um dos noivos, ou os dois, pode ser representado na cerimônia por um procurador nomeado para esse fim específico.
O que precede a celebração é a habilitação. O art. 1.525 do Código Civil lista os documentos exigidos, e o requerimento pode ser firmado por procurador, o que mantém o processo inteiro acessível de fora.
Escolha em que cidade brasileira vocês querem casar. A habilitação corre no cartório de residência de um dos noivos, e é essa escolha que define o resto do procedimento.
Normative basis: Civil Code, art. 1,542 · Civil Code, art. 1,525 Revisado em
Casamento online no Brasil tem validade jurídica? Onde é admitido, sim. E o que decide isso é a corregedoria de justiça do estado, não o cartório escolhido nem a vontade do celebrante.
Onde é admitido, sim. E o que decide isso é a corregedoria de justiça do estado, não o cartório escolhido nem a vontade do celebrante.
Não existe norma nacional única sobre celebração de casamento por videoconferência. A matéria foi disciplinada por provimentos de corregedorias estaduais, entre eles o Provimento CGJ/AL 09/2022, o CGJ/GO 41/2020 e o CGJ/SC 22/2020, cada um com o seu alcance e as suas condições.
A alternativa que não depende de estado nenhum é o art. 1.542 do Código Civil: o casamento por procuração é lei federal, vale em todo o país e produz exatamente o mesmo casamento.
Antes de contar com a videoconferência, verifique se a corregedoria daquele estado a regulamentou. Não havendo norma, o caminho é a procuração.
Normative basis: Provimentos de corregedorias estaduais · Civil Code, art. 1,542 Revisado em
Preciso viajar ao Brasil para casar se moro nos Estados Unidos? Não. Você constitui procurador com poderes especiais e o casamento é celebrado no Brasil sem a sua presença. O art.
Não. Você constitui procurador com poderes especiais e o casamento é celebrado no Brasil sem a sua presença.
O art. 1.542 do Código Civil exige que a procuração seja por instrumento público, com poderes especiais que indiquem nominalmente a pessoa com quem se pretende casar. Ela pode ser lavrada no consulado brasileiro nos Estados Unidos, e nesse caso já nasce como documento brasileiro, ou perante notário americano, com apostila pela Convenção da Haia de 1961 e tradução juramentada.
O prazo é a armadilha desse caminho. A eficácia do mandato para casar não ultrapassa noventa dias, e a habilitação do art. 1.532 do Código Civil também vale noventa dias.
Marque a data da celebração antes de lavrar a procuração. Fazer o inverso costuma queimar o prazo dos noventa dias.
Normative basis: Civil Code, art. 1,542 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
Can I get married in Brazil while living in Australia? Pode, pelo mesmo caminho de qualquer outro país: procuração pública com poderes especiais, nos termos do art. 1.542 do Código Civil.
Pode, pelo mesmo caminho de qualquer outro país: procuração pública com poderes especiais, nos termos do art. 1.542 do Código Civil.
A procuração pode ser feita no consulado brasileiro na Austrália, dispensando apostila e tradução, ou perante notário australiano, com apostila emitida pelo Department of Foreign Affairs and Trade, já que a Austrália é parte da Convenção da Haia de 1961, em vigor no Brasil desde 14 de agosto de 2016.
O ponto que exige planejamento é o fuso e a distância postal. A procuração precisa chegar fisicamente ao Brasil dentro dos noventa dias de eficácia previstos no art. 1.542, e o envio internacional consome parte relevante desse prazo.
Some o tempo de agendamento consular, de apostila e de envio antes de escolher a data. É essa soma, e não a data ideal, que define o calendário viável.
Normative basis: Civil Code, art. 1,542 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
Brasileiro pode casar com estrangeiro à distância? Pode. A nacionalidade estrangeira de um dos noivos não impede o casamento no Brasil nem a celebração por procuração. O art.
Pode. A nacionalidade estrangeira de um dos noivos não impede o casamento no Brasil nem a celebração por procuração.
O art. 1.542 do Código Civil admite a representação por procurador para qualquer nubente, sem distinção de nacionalidade. O art. 1.525 lista os documentos da habilitação, e o noivo estrangeiro apresenta os equivalentes do país dele.
O que muda em relação a um casal de brasileiros é a documentação. Certidão de nascimento estrangeira exige apostila, pela Convenção da Haia de 1961, e tradução juramentada. Alguns cartórios pedem ainda prova de estado civil emitida pelo país de origem, e nem todo país emite documento equivalente.
Verifique cedo qual documento o país do seu noivo emite para provar que ele é solteiro. É o item que mais atrasa habilitações de casal binacional.
Normative basis: Civil Code, art. 1,542 · Civil Code, art. 1,525 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
Quais documentos preciso para casar no Brasil morando fora? A lista está no Código Civil e vale igual para quem mora fora, com um acréscimo: a procuração. É o art.
A lista está no Código Civil e vale igual para quem mora fora, com um acréscimo: a procuração.
É o art. 1.525 do Código Civil, que admite expressamente que o requerimento de habilitação seja firmado por procurador. A esses documentos soma-se, no caso de celebração à distância, a procuração pública com poderes especiais do art. 1.542.
O item que mais atrasa é o último da lista. Quem já foi casado precisa apresentar certidão de óbito do cônjuge, sentença de nulidade transitada em julgado, ou o registro da sentença de divórcio, e divórcio estrangeiro não averbado no Brasil trava a habilitação.
Se algum de vocês já foi casado, comece pela prova da dissolução. Ela costuma exigir averbação prévia e é o gargalo do processo.
Normative basis: Civil Code, art. 1,525 · Civil Code, art. 1,542 Revisado em
A certidão de nascimento para casamento precisa ser atualizada? Na prática, sim, e a exigência dos cartórios tem razão concreta, não burocrática.
Na prática, sim, e a exigência dos cartórios tem razão concreta, não burocrática.
A lei não fixa prazo de validade para a certidão, mas os cartórios exigem emissão recente, porque é ela que revela averbações posteriores. O art. 1.525, I do Código Civil pede a certidão de nascimento ou documento equivalente. A razão da exigência de atualidade é substantiva: divórcio, alteração de nome e reconhecimento de paternidade são averbados à margem do registro, e só aparecem numa via nova.
O que a Lei 14.382, de 27 de junho de 2022, mudou a seu favor é o acesso. O pedido eletrônico de certidões pela rede de registro civil permite obter a via atualizada em formato digital, sem intermediário e sem estar no Brasil.
Peça a certidão atualizada logo no início e confira as averbações da margem. É nelas que aparecem pendências que você talvez nem lembre.
Normative basis: Civil Code, art. 1,525 · Law 14,382/2022 Revisado em
Estrangeiro precisa apostilar documentos para casar no Brasil? Precisa, se o país emissor for parte da Convenção da Apostila. Não sendo, o documento segue por legalização no consulado brasileiro, que é o caminho mais lento.
Precisa, se o país emissor for parte da Convenção da Apostila.
Não sendo, o documento segue por legalização no consulado brasileiro, que é o caminho mais lento. A Convenção da Haia de 1961 está em vigor no Brasil desde 14 de agosto de 2016, promulgada pelo Decreto 8.660/2016, e dispensa a legalização consular entre os países signatários. Além da apostila, o documento precisa de tradução por tradutor público juramentado brasileiro.
O que costuma gerar retrabalho é a ordem das etapas. Apostila-se primeiro e traduz-se depois, porque a própria apostila integra o documento e também deve ser traduzida.
Confirme na lista oficial se o país do seu noivo é parte da Convenção. Essa resposta define se o caminho é apostila ou consulado.
Normative basis: Apostille Convention (Decree 8,660/2016) · Civil Code, art. 1,525 Revisado em
Posso casar por procuração no Brasil estando no exterior? Sim, e este é o caminho mais seguro de todos, porque está em lei federal e vale em qualquer estado do país. O art.
Sim, e este é o caminho mais seguro de todos, porque está em lei federal e vale em qualquer estado do país.
O art. 1.542 do Código Civil permite a celebração do casamento mediante procuração por instrumento público, com poderes especiais que designem nominalmente a pessoa com quem se pretende casar. A procuração pode ser lavrada em tabelionato brasileiro ou em consulado do Brasil no exterior.
Três detalhes desse artigo produzem consequências reais. A eficácia do mandato não ultrapassa noventa dias. A revogação só pode ser feita por instrumento público. E o casamento celebrado sem que o procurador soubesse da revogação gera responsabilidade do mandante por perdas e danos.
Escolha o procurador com cuidado e guarde a via original da procuração. É documento com poder de constituir estado civil.
Normative basis: Civil Code, art. 1,542 Revisado em
Posso escolher separação total de bens em casamento feito à distância? Pode, desde que o pacto antenupcial seja lavrado antes da celebração. O regime de bens não depende de os noivos estarem presentes…
Pode, desde que o pacto antenupcial seja lavrado antes da celebração.
O regime de bens não depende de os noivos estarem presentes, mas escolher regime diferente da comunhão parcial exige pacto antenupcial por escritura pública, feito antes da celebração. O Código Civil exige o pacto antenupcial por escritura pública para qualquer regime que não seja o legal, e ele deve ser lavrado antes do casamento. A representação por procurador do art. 1.542 alcança também esse ato, desde que os poderes o mencionem expressamente.
O erro que não tem conserto fácil é a ordem. Pacto lavrado depois da celebração não retroage, e mudar de regime depois de casado exige autorização judicial.
Decida o regime antes de iniciar a habilitação, e verifique se a procuração menciona o pacto. Poder para casar não inclui poder para pactuar.
Normative basis: Civil Code, art. 1,653 · Civil Code, art. 1,542 · LINDB, art. 7th, §4th Revisado em
Preciso de pacto antenupcial para casar com estrangeiro? Não é obrigatório, mas em casal binacional ele resolve uma incerteza concreta: qual lei rege o patrimônio de vocês. O art.
Não é obrigatório, mas em casal binacional ele resolve uma incerteza concreta: qual lei rege o patrimônio de vocês.
O art. 7º, §4º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro submete o regime de bens à lei do domicílio dos nubentes e, se este for diverso, à do primeiro domicílio conjugal. Para um casal que mora em países diferentes, isso significa que o regime pode acabar definido por um fato futuro, e não por escolha.
O que o pacto faz é tirar essa definição do acaso. Sem ele, apurar anos depois qual foi o primeiro domicílio conjugal vira prova, e prova vira litígio.
Escrevam onde cada um mora hoje e onde pretendem morar juntos. Se as duas respostas forem países diferentes, o pacto deixa de ser luxo.
Normative basis: LINDB, art. 7th, §4th · Civil Code, art. 1,653 Revisado em
Casamento feito no Brasil vale no país onde eu moro? Quem decide isso é o país onde você mora, não o Brasil. O que o Brasil entrega é uma certidão apta a ser reconhecida lá fora.
Quem decide isso é o país onde você mora, não o Brasil.
O que o Brasil entrega é uma certidão apta a ser reconhecida lá fora. A certidão brasileira de casamento recebe apostila emitida por autoridade competente no Brasil, nos termos da Convenção da Haia de 1961, em vigor desde 14 de agosto de 2016, e com isso passa a ter validade imediata nos demais países signatários, sem passar por consulado.
O que varia de país para país é o registro local. Alguns exigem inscrição do casamento estrangeiro nos próprios registros, especialmente quando o casamento produzirá efeitos migratórios ou previdenciários.
Pergunte ao órgão de registro civil do país onde você mora se o casamento estrangeiro precisa ser inscrito lá. É a única fonte que responde isso com segurança.
Normative basis: Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
Quanto custa casar no Brasil morando no exterior? O custo tem três parcelas, e as duas primeiras são tabeladas e públicas: emolumentos do cartório, atos consulares ou notariais no exterior…
O custo tem três parcelas, e as duas primeiras são tabeladas e públicas: emolumentos do cartório, atos consulares ou notariais no exterior, e documentação.
Os emolumentos da habilitação e da celebração seguem a tabela oficial do estado, consultável antes de qualquer contratação. Do lado de fora entram a procuração pública, a apostila prevista na Convenção da Haia de 1961 e a tradução juramentada de cada documento estrangeiro.
O que costuma dobrar o orçamento é o retrabalho: documento apostilado fora de ordem, procuração com poderes incompletos ou habilitação vencida obrigam a refazer e pagar de novo.
Consulte nossa equipe para entender todos os valores envolvidos para o seu caso.
Normative basis: Civil Code, art. 1,525 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
Preciso de advogado para casar no Brasil morando fora? A habilitação em si é ato de cartório e não exige advogado. Mas uma assessoria especializada pode te ajudar a realizar esse sonho sem dores de cabeça.O que costuma…
A habilitação em si é ato de cartório e não exige advogado. Mas uma assessoria especializada pode te ajudar a realizar esse sonho sem dores de cabeça.
O que costuma exigir orientação jurídica é o que vem junto: regime de bens, documentação estrangeira e exigidas para a habilitação do casamento.
Normative basis: Civil Code, art. 1,525 · Civil Code, art. 1,653 Revisado em
É melhor casar no Brasil ou no exterior se somos um casal binacional? Depende do caso concreto e, principalmente, do país onde o casal reside e da situação migratória de cada um.Em um casal binacional…
Depende do caso concreto e, principalmente, do país onde o casal reside e da situação migratória de cada um.
Em um casal binacional, tanto o casamento celebrado no Brasil quanto o casamento realizado no exterior podem ser válidos, mas cada opção envolve procedimentos diferentes para que o casamento seja reconhecido e registrado nos dois países.
Além disso, em alguns países, o processo para um estrangeiro se habilitar ao casamento pode ser bastante caro, burocrático ou de difícil acesso. Dependendo do status migratório das partes, pode haver ainda restrições ou até mesmo impossibilidade de realizar o casamento naquele país.
Por isso, antes de decidir onde casar, é importante analisar a nacionalidade das partes, o país de residência, o status migratório e onde o casal pretende produzir efeitos jurídicos com o casamento. A melhor opção, portanto, vai depender das circunstâncias específicas de cada casal.
Normative basis: LINDB, art. 7th, §4th · Resolução CNJ 155/2012 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
Inventory and inheritance with property in Brazil
20 perguntasMoro no exterior. Posso fazer inventário no Brasil sem viajar? Sim. Você participa do inventário por procuração, sem entrar no Brasil, tanto na via de cartório quanto na judicial.A Resolução 35/2007 do Conselho Nacional de…
Sim. Você participa do inventário por procuração, sem entrar no Brasil, tanto na via de cartório quanto na judicial.
A Resolução 35/2007 do Conselho Nacional de Justiça, alterada pela Resolução 571 de 27 de agosto de 2024, disciplina o inventário por escritura pública, e nada nela exige a presença física do herdeiro.
O que muda o caminho é o consenso. Havendo acordo entre todos os herdeiros maiores e capazes, o inventário se resolve em cartório e todas as assinaturas são digitais. Se houver briga sobre quem herda ou quanto cada um recebe, ele vira processo judicial, e mesmo assim você continua sem precisar viajar.
Normative basis: CNJ Resolution 35/2007 · CNJ Resolution 571/2024 · Civil Code, art. 654 Revisado em
Meu pai faleceu no exterior e deixou imóvel no Brasil. Onde faço o inventário? No Brasil, obrigatoriamente. O imóvel situado em território brasileiro só é inventariado e partilhado pela autoridade brasileira, sem exceção. É o art.
No Brasil, obrigatoriamente. O imóvel situado em território brasileiro só é inventariado e partilhado pela autoridade brasileira, sem exceção.
É o art. 23, II do Código de Processo Civil, que fixa competência exclusiva da autoridade judiciária brasileira para o inventário e a partilha de bens situados no Brasil, ainda que o falecido fosse estrangeiro ou tivesse domicílio fora do país. Competência exclusiva significa que nenhuma decisão estrangeira sobre esse imóvel será aceita aqui.
O ponto que costuma surpreender: o inventário feito lá fora continua valendo para os bens de lá. Você não refaz o que já foi feito, abre um inventário brasileiro só para o que está no Brasil.
Levante a matrícula atualizada do imóvel no cartório de registro de imóveis da cidade onde ele fica. É esse documento que define em que estado o inventário será aberto e quanto de imposto vai incidir.
Normative basis: CPC, art. 23, II · LINDB, art. 10 Revisado em
Meu familiar faleceu no Brasil e eu moro nos Estados Unidos. Posso participar do inventário à distância? Sim. Morar nos Estados Unidos não tira nem reduz o seu quinhão, e a sua participação se dá por procuração.
Sim. Morar nos Estados Unidos não tira nem reduz o seu quinhão, e a sua participação se dá por procuração.
A Resolução 35/2007 do Conselho Nacional de Justiça admite o inventário por escritura pública com os herdeiros representados, e a procuração assinada nos Estados Unidos é aceita no Brasil depois de apostilada, porque os dois países são parte da Convenção da Apostila da Haia de 1961, em vigor no Brasil desde 14 de agosto de 2016.
O que costuma travar não é a distância, é documento em falta: certidão de casamento dos pais desatualizada, CPF do herdeiro irregular ou divórcio antigo não averbado. Qualquer um dos três para a escritura.
Confira hoje se o seu CPF está regular na Receita Federal. Herdeiro com CPF pendente não assina partilha, e regularizar de fora leva tempo.
Normative basis: CNJ Resolution 35/2007 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
Bens no exterior entram no inventário feito no Brasil? Não, e é por isso que uma sucessão com bens nos dois lugares gera dois procedimentos paralelos.
Não, e é por isso que uma sucessão com bens nos dois lugares gera dois procedimentos paralelos.
O inventário brasileiro alcança apenas os bens situados no Brasil, e os bens que estão fora ficam para a autoridade do país onde se encontram. A regra vem do art. 23, II do Código de Processo Civil, lido a contrario sensu: se a competência brasileira sobre bens aqui é exclusiva, a jurisdição nacional não se estende ao patrimônio situado em outro país.
O que confunde muita gente é a regra de direito material. O art. 10 da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro manda aplicar a lei do domicílio do falecido à sucessão, então a lei estrangeira pode até definir quem herda, sem que isso transfira o processo para fora.
Monte uma lista separando o que está no Brasil do que está fora. Essa separação define quantos procedimentos você vai abrir.
Normative basis: CPC, art. 23, II · LINDB, art. 10 Revisado em
Sentença de inventário feita no exterior transfere imóvel no Brasil? Não, em nenhuma hipótese. Decisão estrangeira que partilha imóvel situado no Brasil não é homologada pelo Superior Tribunal de Justiça e não muda a matrícula.
Não, em nenhuma hipótese. Decisão estrangeira que partilha imóvel situado no Brasil não é homologada pelo Superior Tribunal de Justiça e não muda a matrícula.
O art. 964 do Código de Processo Civil proíbe a homologação de decisão estrangeira nos casos de competência exclusiva da autoridade brasileira, e o inventário de bem situado no Brasil é justamente uma dessas hipóteses, pelo art. 23, II do mesmo código. O registrador de imóveis não averba a partilha estrangeira porque falta título válido no direito brasileiro.
O erro mais caro nesse assunto é gastar com tradução juramentada e apostila da sentença estrangeira acreditando que ela resolveria o imóvel. Não resolve, e o dinheiro não volta.
Antes de traduzir qualquer papel, verifique se o bem que você quer transferir está no Brasil. Se estiver, o caminho é abrir inventário aqui.
Normative basis: CPC, art. 23, II · CPC, art. 964 Revisado em
Inventário no Brasil pode ser extrajudicial se um herdeiro mora fora? Sim. Herdeiro morando no exterior não obriga ninguém a ir para a Justiça: o inventário segue em cartório, com ele representado por procuração.
Sim. Herdeiro morando no exterior não obriga ninguém a ir para a Justiça: o inventário segue em cartório, com ele representado por procuração.
A Resolução 35/2007 do Conselho Nacional de Justiça, com as alterações da Resolução 571 de 27 de agosto de 2024, condiciona a via extrajudicial ao consenso entre os herdeiros e à assistência de advogado, e não à residência de ninguém. O domicílio no exterior é irrelevante para essa escolha.
O que efetivamente empurra o caso para a Justiça é a falta de acordo. Basta um herdeiro discordar da partilha, do valor atribuído a um bem ou da nomeação do inventariante para que a escritura deixe de ser possível.
Pergunte a cada herdeiro, por escrito, se concorda com a divisão proposta. Ter isso registrado antes de procurar o cartório evita começar pelo caminho errado.
Normative basis: CNJ Resolution 35/2007 · CNJ Resolution 571/2024 Revisado em
Inventário extrajudicial pode ter herdeiro menor de idade? Sim, desde agosto de 2024. Antes disso a presença de herdeiro menor ou incapaz obrigava o inventário judicial, sem alternativa.
Sim, desde agosto de 2024. Antes disso a presença de herdeiro menor ou incapaz obrigava o inventário judicial, sem alternativa.
A mudança veio pela Resolução 571 do Conselho Nacional de Justiça, de 27 de agosto de 2024, que incluiu o art. 12-A na Resolução 35/2007 e passou a admitir o inventário por escritura pública com herdeiro menor ou incapaz. A via extrajudicial exige consenso entre todos e manifestação favorável do Ministério Público.
A condição que derruba o caminho é a partilha desigual. Se a divisão proposta der ao menor menos do que a lei lhe reserva, o Ministério Público não concorda e o caso volta para a Justiça, mesmo com todos os adultos de acordo.
Cheque se a partilha que vocês desenharam respeita a fração legal do menor. É esse ponto que o promotor examina primeiro.
Normative basis: CNJ Resolution 571/2024 Revisado em
Inventário extrajudicial pode ser feito se existe testamento? Sim, com uma etapa judicial antes. O testamento precisa estar aberto, registrado em juízo e com autorização expressa do juiz para a partilha seguir em cartório.
Yes, with a judicial step first.
O testamento precisa estar aberto, registrado em juízo e com autorização expressa do juiz para a partilha seguir em cartório. A Resolução 571 do Conselho Nacional de Justiça, de 27 de agosto de 2024, passou a admitir a escritura pública de inventário mesmo havendo testamento, condicionada a esse registro judicial prévio e à autorização para a via extrajudicial. Antes dela, testamento significava inventário judicial do começo ao fim.
O que inverte a resposta é o conteúdo do testamento. Se ele criar cláusula que exija fiscalização continuada, ou se algum herdeiro impugnar a validade do documento, o processo permanece na Justiça.
Peça a certidão de busca de testamento na Central Notarial de Serviços Eletrônicos Compartilhados antes de qualquer coisa. Descobrir um testamento depois de iniciada a escritura invalida o que já foi feito.
Normative basis: CNJ Resolution 571/2024 Revisado em
Preciso de advogado para inventário em cartório? Sim, sempre. Mesmo no inventário mais simples e consensual, a escritura só é lavrada com advogado presente, e isso não é opcional. O art.
Sim, sempre. Mesmo no inventário mais simples e consensual, a escritura só é lavrada com advogado presente, e isso não é opcional.
O art. 8º da Resolução 35/2007 do Conselho Nacional de Justiça exige a presença do advogado ou do defensor público na lavratura da escritura, com nome e número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil constando do próprio ato. O tabelião que lavrar sem essa assistência pratica ato irregular.
Uma consequência prática que costuma passar despercebida: um mesmo advogado pode assistir todos os herdeiros quando há consenso real. Havendo interesses opostos entre eles, cada lado precisa do seu.
Verifique se os herdeiros querem de fato a mesma coisa. Se um deles pretende ficar com um bem específico que outro também quer, vocês já têm interesses opostos.
Normative basis: CNJ Resolution 35/2007 Revisado em
Qual procuração o herdeiro no exterior precisa para o inventário? Procuração pública com poderes específicos para inventário e partilha. Procuração particular ou com poderes genéricos é recusada pelo tabelião.
Procuração pública com poderes específicos para inventário e partilha. Procuração particular ou com poderes genéricos é recusada pelo tabelião.
Você tem dois caminhos. Lavrar a procuração no consulado brasileiro do país onde mora, e nesse caso ela já nasce como documento público brasileiro, sem apostila nem tradução. Ou lavrá-la perante notário local, e então ela precisa de apostila, pela Convenção da Haia de 1961, em vigor no Brasil desde 14 de agosto de 2016, mais tradução juramentada feita por tradutor público brasileiro.
O detalhe que trava escrituras: procuração sem poder de dar e receber quitação, ou sem poder para pagar tributos, obriga a refazer o documento e esperar tudo de novo.
Peça ao advogado a minuta dos poderes antes de marcar hora no consulado. O texto precisa sair pronto de lá.
Normative basis: CNJ Resolution 35/2007 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
Certidão de óbito estrangeira vale para inventário no Brasil? Vale, depois de trasladada. A certidão estrangeira sozinha não abre inventário: ela precisa ser registrada em cartório brasileiro antes.
Vale, depois de trasladada. A certidão estrangeira sozinha não abre inventário: ela precisa ser registrada em cartório brasileiro antes.
A Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça disciplina o traslado das certidões de registro civil emitidas no exterior, e o registro se faz no 1º Ofício de Registro Civil da comarca do seu domicílio no Brasil, ou no 1º Ofício do Distrito Federal quando você não tem domicílio no país. A certidão estrangeira vai apostilada e traduzida por tradutor juramentado.
O que encurta o caminho é a origem do documento. Óbito já registrado no consulado brasileiro dispensa apostila e tradução, porque o ato consular já é brasileiro.
Confira se o falecimento chegou a ser comunicado ao consulado. Se foi, peça a certidão consular em vez de apostilar a estrangeira.
Normative basis: Resolução CNJ 155/2012 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
O casamento dos meus pais feito no exterior precisa ser registrado para o inventário? Sim. Sem o casamento trasladado no Brasil, o cônjuge sobrevivente não consegue provar a meação nem a condição de herdeiro perante o cartório.
Sim. Sem o casamento trasladado no Brasil, o cônjuge sobrevivente não consegue provar a meação nem a condição de herdeiro perante o cartório.
O traslado segue a Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça, feito no 1º Ofício de Registro Civil do domicílio no Brasil. Ele importa porque define duas coisas de uma vez: quem é cônjuge para a sucessão e qual o regime de bens, que pelo art. 7º, §4º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro é o do domicílio dos nubentes, ou o do primeiro domicílio conjugal se os domicílios eram diferentes.
O ponto que muda o resultado da partilha é justamente esse regime. Comunhão parcial e separação total produzem quinhões completamente distintos para o mesmo patrimônio.
Localize a certidão de casamento original e veja se ela já foi trasladada. Sem isso, o inventário não começa.
Normative basis: Resolução CNJ 155/2012 · LINDB, art. 7th, §4th Revisado em
Quanto é o ITCMD em inventário com herdeiro no exterior? O que define a alíquota é o estado, não o herdeiro morar fora. Cada estado fixa a sua dentro do teto nacional, e é a lei estadual que você precisa consultar.
O que define a alíquota é o estado, não o herdeiro morar fora.
Cada estado fixa a sua dentro do teto nacional, e é a lei estadual que você precisa consultar. Desde a Lei Complementar 227, publicada em 14 de janeiro de 2026, existe regra nacional para as transmissões com elemento estrangeiro, matéria que ficou sem regulamentação desde 1988. Quando o falecido era domiciliado no exterior, o imposto cabe ao estado de domicílio do herdeiro. Antes dessa lei, o Supremo Tribunal Federal havia decidido no Tema 825 que os estados não podiam cobrar nessas hipóteses sem lei complementar.
O que muda o valor devido é a data do falecimento. Sucessões abertas antes da lei complementar seguem discussão própria sobre a cobrança.
Anote a data exata do óbito e o estado onde está o imóvel. Esses dois dados definem sozinhos qual regra se aplica ao seu caso.
Normative basis: Complementary Law 227/2026 · STF, Theme 825 (RE 851.108) Revisado em
Herdeiro que mora no exterior paga imposto no Brasil sobre a herança? Sim, sobre o que está no Brasil. Morar fora não isenta ninguém: o imposto estadual sobre transmissão causa mortis incide sobre os bens situados em território…
Yes, about what is in Brazil.
Morar fora não isenta ninguém: o imposto estadual sobre transmissão causa mortis incide sobre os bens situados em território brasileiro. A competência para inventariar e partilhar esses bens é exclusivamente brasileira, pelo art. 23, II do Código de Processo Civil, e a Lei Complementar 227, publicada em 14 de janeiro de 2026, organizou a quem cabe o imposto nas situações com elemento estrangeiro. O imposto é pago no Brasil e é condição para registrar a partilha.
O que costuma ser esquecido é o outro lado. O país onde você mora pode tributar a mesma herança pelas regras dele, e a existência de acordo entre os dois países muda esse resultado.
Verifique como o país da sua residência trata herança recebida do exterior. Descobrir isso depois de concluída a partilha limita as opções.
Normative basis: Complementary Law 227/2026 · CPC, art. 23, II Revisado em
Posso vender o imóvel do inventário estando no exterior? Sim, e desde 2024 ficou mais simples. O inventariante pode alienar bem do espólio sem pedir autorização judicial prévia, e você acompanha por procuração.
Sim, e desde 2024 ficou mais simples. O inventariante pode alienar bem do espólio sem pedir autorização judicial prévia, e você acompanha por procuração.
A Resolução 571 do Conselho Nacional de Justiça, de 27 de agosto de 2024, dispensou a autorização judicial para o inventariante alienar bens do espólio, alterando a Resolução 35/2007. Para você, que está fora, a venda se viabiliza pela mesma procuração pública com poderes específicos usada no inventário, acrescida do poder expresso de vender e de receber o preço.
A condição que trava a venda é a discordância entre herdeiros. Sem concordância de todos sobre vender e sobre o preço, o negócio não se conclui e o caso volta para a Justiça.
Confirme por escrito com os demais herdeiros o valor mínimo aceitável antes de anunciar o imóvel. Divergência de preço no meio da negociação costuma custar o comprador.
Normative basis: CNJ Resolution 571/2024 · CNJ Resolution 35/2007 Revisado em
Existe prazo para abrir inventário no Brasil? Existe: dois meses contados da data do falecimento. Perder esse prazo não impede o inventário, mas costuma gerar multa sobre o imposto estadual. O art.
Existe: dois meses contados da data do falecimento. Perder esse prazo não impede o inventário, mas costuma gerar multa sobre o imposto estadual.
O art. 611 do Código de Processo Civil manda instaurar o inventário dentro de dois meses da abertura da sucessão, que é o dia do óbito. A multa por atraso não está nesse artigo: ela vem da lei de ITCMD de cada estado, e por isso o percentual e a forma de contagem variam conforme o estado onde o bem está.
O que agrava a situação de quem mora fora é o tempo de logística. Reunir certidão de óbito trasladada, procuração apostilada e documentos dos herdeiros costuma consumir boa parte desses dois meses.
Some dois meses à data do óbito e veja onde você está nesse calendário. Se o prazo já passou, abrir agora limita o acréscimo em vez de aumentá-lo.
Normative basis: CPC, art. 611 Revisado em
Quanto tempo demora um inventário com herdeiro no exterior? O que determina o prazo é o consenso entre os herdeiros, não a distância. Inventário de cartório com todos de acordo corre em uma fração do tempo do judicial.
O que determina o prazo é o consenso entre os herdeiros, não a distância.
Inventário de cartório com todos de acordo corre em uma fração do tempo do judicial. A via extrajudicial da Resolução 35/2007 do Conselho Nacional de Justiça depende de reunir documentos, quitar o imposto estadual e marcar a escritura, sem audiência nem citação. O inventário judicial acrescenta citação de herdeiros, manifestação do Ministério Público quando há incapaz e a pauta do juízo.
Para quem está fora, o item que mais alonga o calendário é a procuração: agendamento no consulado, ou apostila e tradução juramentada quando lavrada em notário local.
Comece pela procuração e pela certidão de óbito, em paralelo, antes de qualquer outra providência. São os dois documentos que dependem de terceiros e por isso ditam o ritmo do resto.
Normative basis: CNJ Resolution 35/2007 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
Quanto custa um inventário no Brasil para quem mora fora? O custo se decompõe em quatro parcelas, e a maior delas quase nunca é o honorário.
O custo se decompõe em quatro parcelas, e a maior delas quase nunca é o honorário.
O imposto sobre transmissão causa mortis é estadual e calculado sobre o valor dos bens, com alíquota fixada pela lei de cada estado. Os emolumentos do tabelionato seguem a tabela oficial do estado, também proporcional ao valor. Ambos são definidos por norma pública e podem ser consultados antes de contratar qualquer serviço.
O que empurra o custo para cima é o atraso, porque a multa estadual por inventário fora do prazo do art. 611 do Código de Processo Civil incide sobre o imposto.
Levante o valor venal dos bens e consulte a tabela de ITCMD do estado onde eles estão. Com esses dois números você já dimensiona a maior parte do custo.
Normative basis: Complementary Law 227/2026 · CNJ Resolution 35/2007 Revisado em
Posso renunciar à herança morando no exterior? Sim, por escritura pública, e sem viajar. A renúncia se formaliza por instrumento público ou termo nos autos, e você pode fazê-la por procurador. O art.
Sim, por escritura pública, e sem viajar. A renúncia se formaliza por instrumento público ou termo nos autos, e você pode fazê-la por procurador.
O art. 1.806 do Código Civil exige que a renúncia conste expressamente de instrumento público ou de termo judicial, o que descarta declaração particular, e-mail ou mensagem. A procuração que autoriza renunciar precisa de poder expresso para isso: poder genérico de administrar não serve.
O ponto que costuma ser mal compreendido é o efeito. Renúncia pura devolve o quinhão ao monte, que segue para os demais herdeiros pela ordem legal. Se você renuncia em favor de uma pessoa determinada, o direito trata isso como aceitar e depois doar, com o imposto correspondente.
Defina antes se você quer sair da herança ou destiná-la a alguém. As duas coisas têm nome e custo diferentes.
Normative basis: Civil Code, art. 1,806 · CNJ Resolution 35/2007 Revisado em
Como funciona o inventário quando o falecido tinha bens no Brasil e nos Estados Unidos? São dois procedimentos independentes, correndo em paralelo: um no Brasil para os bens daqui, outro nos Estados Unidos para os de lá. O art.
São dois procedimentos independentes, correndo em paralelo: um no Brasil para os bens daqui, outro nos Estados Unidos para os de lá.
O art. 23, II do Código de Processo Civil dá competência exclusiva à autoridade brasileira sobre bens situados no Brasil, e o art. 964 do mesmo código impede a homologação de decisão estrangeira nessas hipóteses. Do outro lado, a autoridade americana decide sobre os bens americanos. Nenhum dos dois procedimentos depende do outro para começar.
O que exige atenção é a coerência entre eles. O art. 10 da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro manda aplicar a lei do domicílio do falecido à sucessão, e o §1º garante a lei brasileira em benefício de cônjuge ou filhos brasileiros quando ela lhes for mais favorável.
Monte uma lista única de todos os bens, com país e valor de cada um, antes de abrir qualquer processo. É ela que mostra se as duas partilhas conversam entre si.
Normative basis: CPC, art. 23, II · LINDB, art. 10 · CPC, art. 964 Revisado em
Minor's passport and travel
8 perguntasPosso tirar passaporte do meu filho sem a assinatura do pai? Em três situações, sim: pai falecido, pai destituído do poder familiar, ou registro de nascimento com apenas um genitor.
Em três situações, sim: pai falecido, pai destituído do poder familiar, ou registro de nascimento com apenas um genitor. Fora delas, é preciso decisão judicial.
O art. 27 do Decreto 5.978, de 4 de dezembro de 2006, exige autorização expressa de ambos os pais, e admite a de um só nessas hipóteses, provadas por certidão de óbito ou por decisão judicial, brasileira ou estrangeira devidamente legalizada.
O que não está na lista é o mais comum na prática: pai ausente, que não paga pensão ou não convive. Nenhuma dessas circunstâncias, por si só, dispensa a autorização, e o caminho continua sendo o suprimento judicial.
Olhe a certidão de nascimento da criança e veja quantos genitores constam dela. Essa única informação define se você precisa ou não do outro.
Normative basis: Decree 5,978/2006, art. 27 Revisado em
Tenho guarda unilateral. Posso tirar o passaporte sem o outro genitor? Não. Guarda unilateral não elimina a autorização do outro genitor, porque o poder familiar continua sendo dos dois.O art.
Não. Guarda unilateral não elimina a autorização do outro genitor, porque o poder familiar continua sendo dos dois.
O art. 27 do Decreto 5.978/2006, dispensa a autorização apenas quando há óbito ou destituição do poder familiar, e guarda unilateral não é nenhuma das duas. Ter a guarda define com quem a criança mora, não quem decide sobre documentos e viagens.
A confusão custa caro no balcão: muita gente comparece à Polícia Federal com a sentença de guarda achando que ela basta, e é justamente o documento que não resolve.
Verifique se a sua decisão judicial menciona expressamente passaporte ou viagem internacional. Guarda, sozinha, não substitui a autorização.
Normative basis: Decree 5,978/2006, art. 27 · Civil Code, art. 1,583 Revisado em
O pai mora no exterior e não responde. Posso pedir autorização judicial? Pode. Morar fora não isenta ninguém de se manifestar, e o silêncio dele não trava o pedido: o juiz supre o consentimento que falta.O art.
Pode. Morar fora não isenta ninguém de se manifestar, e o silêncio dele não trava o pedido: o juiz supre o consentimento que falta.
O art. 27 do Decreto 5.978, de 4 de dezembro de 2006, prevê a emissão do passaporte por decisão judicial no desacordo entre os pais, e a competência é do juízo da infância e da juventude, pelo art. 148, parágrafo único, alínea d, do Estatuto da Criança e do Adolescente.
O que alonga o processo é a citação no exterior. Se houver endereço conhecido, ela se faz por carta rogatória ou pelo canal de cooperação aplicável, e esse trâmite tem ritmo próprio, independente da urgência da sua viagem.
Levante o endereço mais recente dele lá fora antes de protocolar. Citação com endereço correto encurta o processo mais do que qualquer pedido de urgência.
Normative basis: Decree 5,978/2006, art. 27 · ECA, art. 148 Revisado em
A autorização para emitir passaporte também autoriza a viagem internacional? Não. São duas autorizações distintas, regidas por normas diferentes, e ter a primeira não dispensa a segunda no embarque.A emissão do passaporte segue o art.
Não. São duas autorizações distintas, regidas por normas diferentes, e ter a primeira não dispensa a segunda no embarque.
A emissão do passaporte segue o art. 27 do Decreto 5.978, de 4 de dezembro de 2006. A saída do país segue o art. 84 do Estatuto da Criança e do Adolescente e a Resolução 131 do Conselho Nacional de Justiça, de 26 de maio de 2011, que trata da autorização de viagem propriamente dita.
Onde isso dói: passaporte na mão, criança no aeroporto e embarque negado por falta da autorização de viagem. A companhia aérea e a Polícia Federal conferem os dois documentos separadamente.
Confira se você tem dois papéis distintos, e não um só. Se tem apenas a autorização de passaporte, falta a de viagem.
Normative basis: Decree 5,978/2006, art. 27 · ECA, art. 84 · CNJ Resolution 131/2011 Revisado em
Quanto tempo demora a autorização judicial para passaporte de menor? O que determina o prazo é a citação do outro genitor, não a análise do juiz.Localizado e citado rapidamente, o processo corre; sem endereço, ele para.
O que determina o prazo é a citação do outro genitor, não a análise do juiz.
Localizado e citado rapidamente, o processo corre; sem endereço, ele para. O pedido tramita no juízo da infância e da juventude, pelo art. 148, parágrafo único, alínea d, do Estatuto da Criança e do Adolescente, com manifestação do Ministério Público. Havendo urgência demonstrada, o Código de Processo Civil permite decisão liminar antes da resposta.
Três situações alongam o calendário de forma previsível: genitor no exterior, que exige citação por via de cooperação; paradeiro incerto, que exige edital; e resistência com produção de prova.
Antes de qualquer coisa, levante o endereço atual do outro genitor. É a variável que você ainda pode controlar, e a que mais influencia o prazo.
Normative basis: ECA, art. 148 · CPC, art. 300 Revisado em
Posso conseguir uma autorização que valha para várias viagens futuras? Sim. A autorização não precisa ser por viagem: ela pode ser dada por prazo, e sem prazo escrito vale dois anos.A Resolução 131 do CNJ/2011…
Sim. A autorização não precisa ser por viagem: ela pode ser dada por prazo, e sem prazo escrito vale dois anos.
A Resolução 131 do CNJ/2011, determina que as autorizações dadas pelos pais, tutores ou guardiões indiquem o prazo de validade, e estabelece que, no silêncio, a autorização é válida por dois anos. Isso dispensa refazer o documento a cada embarque.
O que a autorização ampla continua não cobrindo é a mudança de residência. Pela mesma Resolução, salvo se expressamente consignado, a autorização de viagem internacional não autoriza fixar residência permanente no exterior.
Ao redigir a autorização, escreva o prazo que vocês combinaram. Prazo expresso evita discussão sobre quando ela venceu.
Normative basis: CNJ Resolution 131/2011 · ECA, art. 84 Revisado em
A autorização de viagem permite morar definitivamente no exterior com a criança? Não, salvo se estiver escrito expressamente nela. É a distinção mais importante deste tema inteiro…
Não, salvo se estiver escrito expressamente nela. É a distinção mais importante deste tema inteiro, e a que produz as consequências mais graves.
A Resolução 131 do Conselho Nacional de Justiça, de 26 de maio de 2011, é literal: salvo se expressamente consignado, as autorizações de viagem internacional não constituem autorização para fixação de residência permanente no exterior.
O que acontece quando se ignora isso tem nome jurídico. Sair com autorização de viagem e não retornar caracteriza retenção ilícita para o art. 3º da Convenção da Haia de 1980, promulgada pelo Decreto 3.413, de 14 de abril de 2000, e abre pedido de retorno da criança.
Se a intenção é mudar de país, peça autorização específica para residência no exterior, com essas palavras. Autorização de viagem, por mais ampla que seja, não cobre isso.
Normative basis: CNJ Resolution 131/2011 · Convenção da Haia de 1980 (Decreto 3.413/2000) Revisado em
Posso resolver autorização de passaporte e viagem morando fora do Brasil? Sim. A autorização extrajudicial pode ser assinada no consulado brasileiro, e a ação judicial corre com você representado por procuração.Para a via consensual…
Sim. A autorização extrajudicial pode ser assinada no consulado brasileiro, e a ação judicial corre com você representado por procuração.
Para a via consensual, a Resolução 131 do Conselho Nacional de Justiça, de 26 de maio de 2011, admite a autorização com firma reconhecida, e o consulado brasileiro exerce essa função no exterior. Para a via judicial, o pedido tramita no juízo da infância e da juventude, pelo art. 148, parágrafo único, alínea d, do Estatuto da Criança e do Adolescente, sem exigir presença física.
O que não se resolve à distância é a coleta biométrica do passaporte. A criança precisa comparecer pessoalmente a um posto da Polícia Federal ou a repartição consular.
Verifique se o consulado mais próximo emite passaporte. Isso define se a etapa presencial acontece perto de você ou exige viagem ao Brasil.
Normative basis: CNJ Resolution 131/2011 · ECA, art. 148 Revisado em
Property in Brazil living abroad
10 perguntasPosso comprar um imóvel no Brasil morando nos Estados Unidos? Pode. Morar fora não restringe a compra de imóvel urbano no Brasil, e o ato se conclui por procuração ou por escritura eletrônica.
Pode. Morar fora não restringe a compra de imóvel urbano no Brasil, e o ato se conclui por procuração ou por escritura eletrônica.
O Provimento 100 do Conselho Nacional de Justiça, de 26 de maio de 2020, atribui competência ao tabelião do domicílio do adquirente ou da situação do imóvel para lavrar a escritura eletronicamente, com videoconferência e assinatura digital, e o ato eletrônico produz efeitos perante os registros públicos como qualquer escritura em papel.
O que exige atenção prévia é o cadastro fiscal. A compra pressupõe CPF regular, e o pagamento vindo do exterior precisa ingressar por operação de câmbio formal, com registro adequado.
Confira hoje se o seu CPF está regular na Receita Federal. Regularizar de fora leva tempo e trava a escritura na véspera.
Normative basis: CNJ Provision 100/2020 (e-Notary) · Civil Code, art. 657 Revisado em
Que procuração preciso para vender imóvel no Brasil estando no exterior? Procuração pública com poderes especiais e expressos para alienar, com a descrição do imóvel.
Procuração pública com poderes especiais e expressos para alienar, com a descrição do imóvel. Procuração particular ou com poderes genéricos de administrar não serve.
A forma pública é exigida porque o ato a que ela se destina, a venda de imóvel, também exige forma pública.
Atualmente, é possível fazer procuração pública de forma totalmente online no Brasil, sem a necessidade de comparecer ao Consulado brasileiro. O procedimento é realizado por videoconferência e a procuração pode ser assinada digitalmente, com a mesma validade jurídica.
Normative basis: Civil Code, art. 657 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
Meu estado civil está desatualizado. Posso vender imóvel no Brasil? A saída é atualizar o registro civil antes da escritura. Enquanto a matrícula disser um estado civil e a sua vida disser outro, o tabelião não lavra a venda.
A saída é atualizar o registro civil antes da escritura.
Enquanto a matrícula disser um estado civil e a sua vida disser outro, o tabelião não lavra a venda. O casamento celebrado no exterior entra nos registros brasileiros pelo traslado da Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça. O divórcio consensual estrangeiro é averbado diretamente pelo oficial de registro civil, nos termos do Provimento 149 de 30 de agosto de 2023 do mesmo Conselho.
Por que isso é levado a sério: vender declarando estado civil que não corresponde ao real gera escritura viciada, com risco de anulação e de responsabilização perante o comprador.
Peça a sua certidão de nascimento atualizada e leia as averbações da margem. É o que o tabelião vai ler, e é ali que aparece a divergência.
Normative basis: Resolução CNJ 155/2012 · CNJ Provision 149/2023 Revisado em
Divorciei no exterior. Preciso averbar o divórcio na matrícula do imóvel? São duas averbações diferentes, e a maioria das pessoas só conhece a primeira.
São duas averbações diferentes, e a maioria das pessoas só conhece a primeira.
O divórcio consensual estrangeiro produz efeitos no Brasil independentemente de homologação, pelo art. 961, §5º do Código de Processo Civil, e é averbado diretamente pelo oficial de registro civil conforme o Provimento 149 de 30 de agosto de 2023 do Conselho Nacional de Justiça. Isso resolve o estado civil.
O que a averbação no registro civil não resolve é o imóvel. Partilha de bem situado no Brasil é competência exclusiva da autoridade brasileira, pelo art. 23, II do Código de Processo Civil, então o capítulo patrimonial da sentença estrangeira não altera a matrícula sozinho.
Releia a sua sentença e separe o que ela diz sobre o casamento do que diz sobre bens. São dois caminhos distintos a partir dali.
Normative basis: CPC, art. 961, §5º · CNJ Provision 149/2023 · CPC, art. 23, II Revisado em
Casei no exterior. Preciso registrar o casamento para comprar imóvel no Brasil? Na prática, sim, porque o regime de bens precisa estar apurado antes da escritura.
Na prática, sim, porque o regime de bens precisa estar apurado antes da escritura.
Sem o traslado, o cartório não consegue apurar o seu regime de bens, e é ele que define se o cônjuge precisa assinar e como o bem entra na matrícula. O traslado segue a Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça. O regime é definido pelo art. 7º, §4º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro: a lei do domicílio dos nubentes ou, se diverso, a do primeiro domicílio conjugal.
O risco de comprar sem regularizar aparece depois. Bem adquirido com estado civil incorreto na escritura gera dúvida sobre a titularidade, e essa dúvida costuma explodir na revenda ou no inventário.
Providencie o traslado antes de assinar qualquer compromisso de compra e venda. Corrigir depois exige retificação de escritura já registrada.
Normative basis: Resolução CNJ 155/2012 · LINDB, art. 7th, §4th Revisado em
Posso doar um imóvel no Brasil morando no exterior? Pode, por escritura pública, com procuração ou por videoconferência notarial. A doação de imóvel exige a mesma forma pública da venda.
Pode, por escritura pública, com procuração ou por videoconferência notarial. A doação de imóvel exige a mesma forma pública da venda.
O ato pode ser praticado eletronicamente pelo sistema e-Notariado, criado pelo Provimento 100 do Conselho Nacional de Justiça, de 26 de maio de 2020, ou por procurador com poderes especiais e expressos para doar, com o imóvel descrito.
O que muda o custo e a viabilidade é o imposto. A doação atrai o imposto estadual de transmissão, e a Lei Complementar 227, publicada em 14 de janeiro de 2026, organizou a competência nas situações com doador ou donatário no exterior, atribuindo o tributo ao estado de domicílio do donatário quando o doador está fora.
Verifique onde o donatário tem domicílio antes de escriturar. Esse dado define a qual estado o imposto é devido.
Normative basis: Civil Code, art. 657 · Complementary Law 227/2026 · CNJ Provision 100/2020 (e-Notary) Revisado em
Posso fazer escritura de imóvel online estando fora do Brasil? Sim. O sistema e-Notariado permite a escritura pública eletrônica, com a vontade das partes colhida por videoconferência e assinatura digital.
Sim. O sistema e-Notariado permite a escritura pública eletrônica, com a vontade das partes colhida por videoconferência e assinatura digital.
O Provimento 100 do Conselho Nacional de Justiça, de 26 de maio de 2020, disciplina os atos notariais eletrônicos e estabelece que eles constituem documento público para todos os fins, com eficácia perante registros públicos, instituições financeiras e administração pública. A competência é do tabelião da situação do imóvel ou do domicílio do adquirente.
O requisito que costuma barrar quem está fora é técnico. O ato exige certificado digital notarizado, e obtê-lo depende de identificação prévia, o que precisa ser resolvido antes de marcar a videoconferência.
Procure o tabelionato escolhido e pergunte como obter o certificado digital morando no exterior. É a primeira etapa, não a última.
Normative basis: CNJ Provision 100/2020 (e-Notary) Revisado em
Recebi um imóvel de herança no Brasil. Como passo para o meu nome morando fora? Pela partilha no inventário e pelo registro dela na matrícula. Não existe transferência direta de herança para o nome do herdeiro sem inventário.
Pela partilha no inventário e pelo registro dela na matrícula. Não existe transferência direta de herança para o nome do herdeiro sem inventário.
O inventário de bem situado no Brasil é de competência exclusiva da autoridade brasileira, pelo art. 23, II do Código de Processo Civil, e pode ser feito por escritura pública quando há consenso, nos termos da Resolução 35/2007 do Conselho Nacional de Justiça, com você representado por procuração.
A etapa que muita gente esquece é a última. Concluída a partilha e pago o imposto estadual, o título ainda precisa ser levado ao registro de imóveis. Sem esse registro, o imóvel continua em nome do falecido.
Depois da partilha, peça a matrícula atualizada e confirme que o seu nome aparece nela. É esse documento que prova a propriedade.
Normative basis: CNJ Resolution 35/2007 · CPC, art. 23, II · Complementary Law 227/2026 Revisado em
Posso vender um imóvel herdado antes de terminar o inventário? O que se vende antes da partilha não é o imóvel: são direitos hereditários, e isso muda o negócio inteiro.
O que se vende antes da partilha não é o imóvel: são direitos hereditários, e isso muda o negócio inteiro.
Enquanto o inventário não termina, a herança é um todo indivisível, e o herdeiro pode ceder o direito que lhe cabe por escritura pública, nos termos do Código Civil. Alternativamente, a Resolução 571 do Conselho Nacional de Justiça, de 27 de agosto de 2024, dispensou a autorização judicial para o inventariante alienar bens do espólio.
O que o comprador precisa entender, e frequentemente não entende, é o que ele está adquirindo. Cessão de direitos hereditários não transfere propriedade registrada: ela coloca o cessionário no lugar do herdeiro dentro do inventário.
Defina com o comprador se ele quer o imóvel ou aceita a posição de cessionário. As duas coisas têm preço e risco muito diferentes.
Normative basis: Civil Code, art. 1,793 · CNJ Resolution 571/2024 Revisado em
Quanto custa regularizar um imóvel no Brasil morando no exterior? O fator determinante é o que está irregular, e a diferença entre as hipóteses é grande.
O fator determinante é o que está irregular, e a diferença entre as hipóteses é grande.
Retificação administrativa pelo registro de imóveis paga emolumentos de tabela estadual, que são públicos e proporcionais. Transmissão pendente acrescenta imposto, municipal na compra e venda e estadual na herança ou doação, este último regido, nas situações com elemento estrangeiro, pela Lei Complementar 227, publicada em 14 de janeiro de 2026.
O que costuma multiplicar o custo é o tempo parado. Inventário fora do prazo legal acumula multa estadual sobre o imposto, e ela cresce com o atraso.
Peça a matrícula atualizada e liste o que está errado ou faltando nela. Essa lista, e não uma estimativa genérica, é o que permite orçar.
Normative basis: Law 6,015/1973, art. 213 · Complementary Law 227/2026 Revisado em
Recognize and execute foreign decision
19 perguntasO que é homologação de sentença estrangeira no Brasil? É o procedimento pelo qual o Superior Tribunal de Justiça torna eficaz no Brasil uma decisão de outro país.O art.
É o procedimento pelo qual o Superior Tribunal de Justiça torna eficaz no Brasil uma decisão de outro país.
O art. 961 do Código de Processo Civil estabelece que a decisão estrangeira só terá eficácia no Brasil após a homologação, ou a concessão de exequatur às cartas rogatórias, salvo disposição em contrário de lei ou tratado. A competência para homologar é do Superior Tribunal de Justiça, pelo art. 105, I, i da Constituição.
O que a homologação não faz é rejulgar o caso. Ela verifica requisitos formais e a compatibilidade com a ordem pública brasileira, e não reexamina quem tinha razão.
Identifique que tipo de decisão você tem e o que pretende com ela no Brasil.
Normative basis: CPC, art. 961 · Constitution, art. 105, I, i Revisado em
Toda decisão estrangeira precisa ser homologada pelo STJ? Não. A regra é a homologação, mas existem uma exceção importante.A regra está no art. 961 do Código de Processo Civil.
Não. A regra é a homologação, mas existem uma exceção importante.
A regra está no art. 961 do Código de Processo Civil. A exceção está no §5º do mesmo artigo: a sentença estrangeira de divórcio consensual simples produz efeitos no Brasil independentemente de homologação, e é averbada diretamente no registro civil.
A proibição está no art. 964: não se homologa decisão estrangeira nas hipóteses de competência exclusiva da autoridade brasileira, como o inventário e a partilha de bens situados no Brasil. Nesses casos não é que a homologação seja dispensada, é que ela não é possível.
Normative basis: CPC, art. 961 · CPC, art. 961, §5º · CPC, art. 964 Revisado em
Quais tipos de sentença estrangeira podem ser reconhecidos no Brasil? Os principais tipos de sentenças e decisões estrangeiras que podem ser reconhecidos no Brasil, por meio de homologação perante o STJ…
Os principais tipos de sentenças e decisões estrangeiras que podem ser reconhecidos no Brasil, por meio de homologação perante o STJ, incluem: divórcio e dissolução do casamento, guarda de filhos e regulamentação de convivência/visitas, pensão alimentícia para filhos ou ex-cônjuge, partilha de bens, especialmente bens localizados no exterior, adoção internacional, alteração de nome, sucessões e decisões relacionadas à herança, obrigações de natureza civil ou comercial, como condenações ao pagamento de valores, decisões arbitrais estrangeiras.
O STJ esclarece que a homologação é, em regra, necessária para que uma decisão estrangeira produza efeitos no Brasil, ressalvado o divórcio consensual simples ou puro, que trata exclusivamente da dissolução do casamento.
Normative basis: CPC, art. 961 · CPC, art. 963 Revisado em
Como homologar uma sentença estrangeira no Brasil? Por ação de homologação de decisão estrangeira, proposta diretamente no Superior Tribunal de Justiça, com advogado constituído.O art.
Por ação de homologação de decisão estrangeira, proposta diretamente no Superior Tribunal de Justiça, com advogado constituído.
O art. 960 do Código de Processo Civil define que a homologação será requerida por essa ação, salvo disposição especial de tratado. A petição instrui os requisitos do art. 963: decisão proferida por autoridade competente, precedida de citação regular ainda que verificada a revelia, eficaz no país de origem, sem ofensa à coisa julgada brasileira, acompanhada de tradução oficial e sem ofensa manifesta à ordem pública.
O que costuma inviabilizar o pedido é o trânsito em julgado. Decisão ainda recorrível no país de origem não é eficaz lá e, portanto, não se homologa aqui.
Peça à autoridade estrangeira uma certidão que ateste que a decisão é final e não cabe mais recurso. É o documento que sustenta o pedido inteiro.
Normative basis: CPC, art. 960 · CPC, art. 963 · Constitution, art. 105, I, i Revisado em
Preciso estar no Brasil para homologar uma sentença estrangeira? Não. O processo tramita eletronicamente no Superior Tribunal de Justiça e você é representado por advogado, sem comparecimento pessoal.A ação do art.
Não. O processo tramita eletronicamente no Superior Tribunal de Justiça e você é representado por advogado, sem comparecimento pessoal.
A ação do art. 960 do Código de Processo Civil não tem audiência de instrução como regra, e a sua participação se dá por meio do advogado constituído por procuração digital.
O que exige logística não é a sua presença, é a documentação. Os documentos estrangeiros precisam chegar apostilados (esse trâmite acontece fora do Brasil) e com tradução juramentada.
Normative basis: CPC, art. 960 · Civil Code, art. 657 Revisado em
Posso homologar uma sentença estrangeira sem a outra parte concordar? Pode. A concordância da outra parte não é requisito. Ela é citada para se manifestar, e a sua defesa é limitada aos requisitos formais.O art.
Pode. A concordância da outra parte não é requisito. Ela é citada para se manifestar, e a sua defesa é limitada aos requisitos formais.
O art. 963 do Código de Processo Civil lista os requisitos da homologação, e nenhum deles é o consentimento do requerido. Ele é citado no processo, e pode impugnar alegando ausência de algum desses requisitos, mas não pode rediscutir o mérito do que já foi decidido lá fora.
O ponto que preocupa quem teve processo à revelia: o próprio art. 963, II admite a homologação de decisão proferida à revelia, desde que a citação no processo de origem tenha sido regular.
Nesse caso, o processo tende a ser mais demorado, pois, se a outra parte estiver no exterior, será necessária a citação por carta rogatória, o que pode aumentar o tempo de tramitação. No entanto, isso não inviabiliza o pedido de homologação judicial, sendo perfeitamente possível dar prosseguimento ao processo perante o STJ.
Normative basis: CPC, art. 963 · CPC, art. 960 Revisado em
É possível homologar um acordo feito no exterior? Depende de um único fator: se aquele acordo foi chancelado por autoridade com função jurisdicional, ou se é apenas um contrato entre as partes.O art.
Depende de um único fator: se aquele acordo foi chancelado por autoridade com função jurisdicional, ou se é apenas um contrato entre as partes.
O art. 961 do Código de Processo Civil admite a homologação da decisão judicial definitiva e também da decisão não judicial que, pela lei brasileira, tiver natureza jurisdicional. Acordo homologado por juiz estrangeiro entra nessa categoria. Acordo lavrado perante autoridade administrativa pode entrar, conforme a qualificação do ato.
O que fica de fora é o acordo puramente privado. Documento assinado apenas pelas partes, sem chancela de autoridade, não é decisão e não se homologa: ele vale como contrato e se executa como tal.
Verifique se há assinatura, selo ou decisão de alguma autoridade no seu documento. A ausência disso muda o caminho por completo.
Normative basis: CPC, art. 961 · CPC, art. 963 Revisado em
Ganhei um processo nos Estados Unidos. Posso cobrar no Brasil? Pode, em duas etapas. Primeiro a homologação no Superior Tribunal de Justiça, depois a execução perante a Justiça Federal. Uma não substitui a outra.O art.
Pode, em duas etapas. Primeiro a homologação no Superior Tribunal de Justiça, depois a execução perante a Justiça Federal. Uma não substitui a outra.
O art. 961 do Código de Processo Civil condiciona a eficácia da decisão estrangeira à homologação, com os requisitos do art. 963. Homologada, o cumprimento se dá perante o juízo federal competente, conforme o art. 965, seguindo as normas do cumprimento de decisão nacional.
O que decide se vale a pena percorrer esse caminho não é o valor do título, e sim a existência de patrimônio. Devedor sem bens no Brasil transforma a homologação num documento sem efeito prático.
Antes de iniciar, levante se o devedor tem imóvel, veículo, conta ou participação societária no Brasil. Sem isso, as duas etapas não produzem resultado.
Normative basis: CPC, art. 961 · CPC, art. 963 · CPC, art. 965 Revisado em
Tenho sentença estrangeira reconhecendo uma dívida. Como cobro no Brasil? O caminho tem duas fases: a ação de homologação no Superior Tribunal de Justiça e, obtida a homologação, o cumprimento de sentença na Justiça Federal.O art.
O caminho tem duas fases: a ação de homologação no Superior Tribunal de Justiça e, obtida a homologação, o cumprimento de sentença na Justiça Federal.
O art. 960 do Código de Processo Civil define a ação de homologação, e o art. 965 estabelece que o cumprimento da decisão estrangeira se faz perante o juízo federal competente, a requerimento da parte, pelas normas do cumprimento de decisão nacional.
O que costuma consumir tempo entre as duas fases é a localização de bens. A homologação não localiza patrimônio nem bloqueia nada: ela apenas transforma o título estrangeiro em título exequível aqui.
Comece a pesquisa patrimonial em paralelo à homologação, não depois. Chegar à execução sem saber o que penhorar significa recomeçar a espera.
Normative basis: CPC, art. 960 · CPC, art. 965 Revisado em
Posso penhorar bens no Brasil por uma dívida reconhecida no exterior? Só depois da homologação. Antes dela a decisão estrangeira não tem eficácia no Brasil, e nenhum juiz determina penhora com base nela.O art.
Só depois da homologação. Antes dela a decisão estrangeira não tem eficácia no Brasil, e nenhum juiz determina penhora com base nela.
O art. 961 do Código de Processo Civil condiciona a eficácia à homologação pelo Superior Tribunal de Justiça, e o art. 965 remete o cumprimento ao juízo federal competente, com os mesmos atos executivos de uma decisão brasileira, inclusive penhora.
Normative basis: CPC, art. 965 · CPC, art. 961 Revisado em
Sentença estrangeira de indenização pode ser executada no Brasil? Pode, depois de homologada, e o exame de ordem pública é mais sensível aqui do que em outros temas.Aplicam-se os requisitos do art.
Pode, depois de homologada, e o exame de ordem pública é mais sensível aqui do que em outros temas.
Aplicam-se os requisitos do art. 963 do Código de Processo Civil, entre eles a ausência de ofensa manifesta à ordem pública, e o cumprimento se dá perante a Justiça Federal, pelo art. 965. A homologação não reexamina se a indenização era devida.
O ponto que gera discussão é o conteúdo da condenação. Parcelas indenizatórias com natureza estranha ao direito brasileiro, especialmente as de caráter punitivo, costumam ser o foco da alegação de ofensa à ordem pública.
Por isso, é importante consultar o advogado especialista na área para entender se sua decisão judicial estrangeira vai conseguir ser executada no Brasil.
Normative basis: CPC, art. 963 · CPC, art. 965 Revisado em
Sentença estrangeira de adoção vale no Brasil? Sim. A sentença estrangeira de adoção pode ser reconhecida no Brasil, mas, em regra, é necessário pedir sua homologação perante o STJ para que ela produza efeitos…
Sim. A sentença estrangeira de adoção pode ser reconhecida no Brasil, mas, em regra, é necessário pedir sua homologação perante o STJ para que ela produza efeitos jurídicos no país. O STJ possui, inclusive, precedentes específicos homologando sentenças estrangeiras de adoção.
Na homologação, o STJ não reanalisa a adoção como se fosse um novo processo; verifica se a decisão estrangeira cumpre os requisitos legais, como competência da autoridade estrangeira, eficácia da decisão no país de origem, regularidade da citação e ausência de ofensa à soberania, à ordem pública e à dignidade da pessoa humana.
Depois de homologada, a decisão poderá produzir seus efeitos no Brasil, inclusive para fins de regularização do registro civil e do vínculo de filiação, conforme o conteúdo da decisão estrangeira.
Normative basis: Convenção da Haia de 1993 (Decreto 3.087/1999) · CPC, art. 961 Revisado em
Sentença estrangeira de inventário pode transferir imóvel no Brasil? Não, em nenhuma hipótese. É a proibição mais firme deste tema, e nem sequer se trata de dispensa: a homologação é vedada.O art.
Não, em nenhuma hipótese. É a proibição mais firme deste tema, e nem sequer se trata de dispensa: a homologação é vedada.
O art. 964 do Código de Processo Civil impede a homologação de decisão estrangeira nos casos de competência exclusiva da autoridade brasileira, e o art. 23, II atribui essa exclusividade ao inventário e à partilha de bens situados no Brasil, ainda que o falecido fosse estrangeiro ou domiciliado fora.
O prejuízo típico é gastar antes de perguntar. Tradução juramentada e apostila de uma sentença de inventário estrangeira custam dinheiro e não produzem nenhum efeito sobre a matrícula do imóvel brasileiro.
Antes de traduzir qualquer documento, verifique em que país está o bem que você quer transferir. Estando no Brasil, o caminho é abrir inventário aqui.
Normative basis: CPC, art. 23, II · CPC, art. 964 Revisado em
Quais documentos são exigidos para homologar sentença estrangeira? A decisão estrangeira integral, a prova de que ela é definitiva, a comprovação de citação regular, tradução oficial e apostila, além da procuração ao advogado.
A decisão estrangeira integral, a prova de que ela é definitiva, a comprovação de citação regular, tradução oficial e apostila, além da procuração ao advogado.
A lista deriva do art. 963 do Código de Processo Civil, que exige decisão de autoridade competente, precedida de citação regular ainda que verificada a revelia, eficaz no país em que foi proferida, sem ofensa à coisa julgada brasileira e acompanhada de tradução oficial, salvo dispensa por tratado.
O documento que mais falta nos pedidos é a prova de que a decisão transitou em julgado. Cópia da sentença sem certidão de que não cabe mais recurso não demonstra a eficácia exigida no inciso III.
Peça à autoridade estrangeira a decisão integral acompanhada de certidão de trânsito em julgado, num único pedido. Solicitar em separado costuma dobrar a espera.
Normative basis: CPC, art. 963 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
Quanto tempo leva para homologar uma sentença estrangeira no STJ? O fator determinante é a citação da outra parte e a completude dos documentos, não o volume de trabalho do tribunal.
O fator determinante é a citação da outra parte e a completude dos documentos, não o volume de trabalho do tribunal.
Pedido instruído com todos os requisitos do art. 963 do Código de Processo Civil e com a parte contrária localizada segue sem incidentes. Faltando documento, o processo entra em exigência e para até ser cumprida.
Duas circunstâncias alongam o calendário de forma previsível: parte contrária em local incerto, que exige citação por edital, e impugnação, que abre contraditório. Antes disso, a apostila e a tradução dos documentos consomem tempo fora do Brasil.
Confira a lista do art. 963 item por item antes de protocolar, e localize a outra parte. São as duas variáveis que você ainda controla.
Normative basis: CPC, art. 963 · CPC, art. 960 Revisado em
Quanto custa homologar uma sentença estrangeira no Brasil? O custo tem três parcelas: as custas do tribunal, a preparação dos documentos no exterior e os honorários advocatícios.
O custo tem três parcelas: as custas do tribunal, a preparação dos documentos no exterior e os honorários advocatícios.
As custas processuais do Superior Tribunal de Justiça seguem tabela pública. A preparação no exterior inclui a certidão da decisão, a apostila prevista na Convenção da Haia de 1961 e a tradução por tradutor público juramentado, cada uma cobrada por documento e, no caso da tradução, por extensão do texto.
O que costuma pesar mais do que o previsto é a tradução de sentenças longas, comuns em processos que decidiram bens e guarda no mesmo texto.
Conte quantas páginas a sua decisão tem e quantos documentos estrangeiros serão necessários. É esse volume que dimensiona a maior parte da preparação.
Normative basis: CPC, art. 960 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) Revisado em
Qual a diferença entre homologar e executar uma sentença estrangeira? São duas etapas, em dois tribunais diferentes. Homologar torna a decisão válida no Brasil; executar é obter o dinheiro ou o bem.
São duas etapas, em dois tribunais diferentes. Homologar torna a decisão válida no Brasil; executar é obter o dinheiro ou o bem.
A homologação é da competência do Superior Tribunal de Justiça, pelo art. 105, I, i da Constituição e pelo art. 961 do Código de Processo Civil, e apenas reconhece a decisão. A execução ocorre depois, perante o juízo federal competente, conforme o art. 965, com os mesmos atos de uma decisão brasileira.
A confusão entre as duas custa tempo. Muita gente comemora a homologação achando que o processo terminou, quando ela é a autorização para começar a segunda parte.
Planeje as duas etapas desde o início, inclusive a pesquisa de bens. Chegar à execução sem saber o que penhorar significa recomeçar a espera.
Normative basis: CPC, art. 961 · CPC, art. 965 · Constitution, art. 105, I, i Revisado em
O STJ analisa novamente o mérito da sentença estrangeira? Não. O exame é de delibação: verificam-se requisitos formais e compatibilidade com a ordem pública, sem rediscutir quem tinha razão. O art.
Não. O exame é de delibação: verificam-se requisitos formais e compatibilidade com a ordem pública, sem rediscutir quem tinha razão.
O art. 963 do Código de Processo Civil lista o que é examinado: competência da autoridade que proferiu, citação regular ainda que verificada a revelia, eficácia no país de origem, ausência de ofensa à coisa julgada brasileira, tradução oficial e ausência de ofensa manifesta à ordem pública. Justiça da decisão não está na lista.
O que se aproxima de um exame de conteúdo é o último requisito. A ofensa à ordem pública é analisada pelo resultado que a decisão produziria no Brasil, e não pela correção do julgamento estrangeiro.
Se você discorda do mérito, o caminho é recorrer no país de origem, dentro do prazo de lá. A homologação no Brasil não reabre essa discussão.
Normative basis: CPC, art. 963 Revisado em
O STJ pode homologar apenas parte de uma sentença estrangeira? Pode. A homologação pode ser parcial, e essa é justamente a solução para as sentenças que misturam capítulos admissíveis e capítulos vedados. O art.
Pode. A homologação pode ser parcial, e essa é justamente a solução para as sentenças que misturam capítulos admissíveis e capítulos vedados.
O art. 961, §2º do Código de Processo Civil admite a homologação parcial da decisão estrangeira. Isso importa porque o art. 964 impede a homologação nas hipóteses de competência exclusiva brasileira, como a partilha de bens situados no Brasil, prevista no art. 23, II.
O caso típico é a sentença estrangeira de divórcio que também partilhou um imóvel brasileiro. Os capítulos sobre alimentos e guarda podem ser homologados, e o capítulo do imóvel não, ficando este para inventário ou partilha no Brasil.
Marque na sua sentença cada capítulo separadamente e verifique se algum trata de bem situado no Brasil. É esse que ficará de fora.
Normative basis: CPC, art. 961 · CPC, art. 964 · CPC, art. 23, II Revisado em
Certificates, rectification and name
12 perguntasMoro no exterior. Como peço segunda via da minha certidão de nascimento? Você pede à distância, sem procuração e sem intermediário. A certidão é documento público e qualquer pessoa pode requerer a segunda via.
Você pede à distância, sem procuração e sem intermediário. A certidão é documento público e qualquer pessoa pode requerer a segunda via.
A Lei 14.382, de 27 de junho de 2022, modernizou a Lei de Registros Públicos e consolidou o pedido eletrônico de certidões pela rede de registro civil, com emissão em formato digital dotado de validade jurídica. O pedido é feito ao cartório onde está o assento original, identificado pelo livro, folha e termo que constam da sua certidão antiga.
O que trava o pedido é não saber onde você foi registrado. Cartório errado devolve o requerimento, e a busca em cartório distinto costuma ser cobrada à parte.
Procure a sua certidão antiga, mesmo velha ou rasgada, e anote cartório, livro, folha e termo. Com esses quatro dados o pedido sai direto.
Normative basis: Public Records Act (6.015/1973 Act) · Law 14,382/2022 Revisado em
Como peço segunda via da certidão de casamento morando fora do Brasil? Pelo mesmo caminho da certidão de nascimento, com uma diferença: você precisa saber se o casamento foi celebrado no Brasil ou apenas trasladado aqui.
Pelo mesmo caminho da certidão de nascimento, com uma diferença: você precisa saber se o casamento foi celebrado no Brasil ou apenas trasladado aqui.
Casamento celebrado no Brasil tem assento no cartório que o celebrou, e a segunda via se pede a ele, com o pedido eletrônico consolidado pela Lei 14.382, de 27 de junho de 2022. Casamento celebrado no exterior só terá certidão brasileira se tiver sido trasladado nos termos da Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça.
O engano frequente: quem casou fora e nunca trasladou procura segunda via de um registro que não existe. Não é falha do cartório, é ausência de assento.
Confirme antes se o casamento chegou a ser registrado no Brasil. Se não foi, o pedido a fazer é o traslado, não a segunda via.
Normative basis: Law 14,382/2022 · Resolução CNJ 155/2012 Revisado em
Como obtenho certidão de óbito brasileira morando no exterior? Depende de um único fator: se a morte ocorreu no Brasil ou no exterior. São dois procedimentos completamente diferentes.
Depende de um único fator: se a morte ocorreu no Brasil ou no exterior. São dois procedimentos completamente diferentes.
Óbito ocorrido no Brasil tem assento no cartório do lugar do falecimento, e a segunda via se pede a ele, pelo pedido eletrônico consolidado na Lei 14.382, de 27 de junho de 2022. Óbito ocorrido no exterior só gera certidão brasileira depois do traslado disciplinado pela Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça, feito no 1º Ofício de Registro Civil do domicílio, ou no 1º Ofício do Distrito Federal.
O caminho curto existe e é pouco usado: se o falecimento foi comunicado ao consulado brasileiro, a certidão consular dispensa apostila e tradução.
Verifique se houve comunicação ao consulado na época. Isso decide qual dos três caminhos é o seu.
Normative basis: Resolução CNJ 155/2012 · Law 14,382/2022 Revisado em
Minha certidão tem erro de nome. Como corrijo? Erro evidente se corrige no próprio cartório, sem juiz e sem processo. Só o que exige investigação é que vai para a Justiça. O art.
Erro evidente se corrige no próprio cartório, sem juiz e sem processo. Só o que exige investigação é que vai para a Justiça.
O art. 110 da Lei 6.015, de 31 de dezembro de 1973, permite ao oficial de registro corrigir no próprio assento os erros que não demandem qualquer indagação para a constatação imediata da necessidade de correção, mediante petição do interessado ou de procurador. A Lei 13.484, de 26 de setembro de 2017, dispensou o parecer prévio do Ministério Público nas retificações por erro material.
A linha que separa os dois caminhos é a prova. Letra trocada ou acento faltando o oficial resolve. Mudar a data de nascimento ou o nome de um dos pais exige demonstração e vai a juízo.
Compare a sua certidão com outro documento antigo que traga o nome correto. Havendo divergência óbvia entre eles, o caso é administrativo.
Normative basis: Law 6,015/1973, art. 110 Revisado em
Preciso entrar na Justiça para retificar minha certidão de nascimento? Na maioria dos casos, não. A via administrativa em cartório resolve tanto o erro material quanto a alteração de nome depois da maioridade. O art.
Na maioria dos casos, não. A via administrativa em cartório resolve tanto o erro material quanto a alteração de nome depois da maioridade.
O art. 110 da Lei 6.015, de 31 de dezembro de 1973, cuida da correção de erro evidente pelo próprio oficial. A Lei 14.382, de 27 de junho de 2022, foi além e passou a admitir que a pessoa maior de idade altere o prenome diretamente no cartório, sem decisão judicial e sem precisar justificar o pedido.
Duas condições devolvem o caso ao juiz. A alteração sem motivação só pode ser feita uma vez pela via extrajudicial, e desfazê-la depende de autorização judicial. Além disso, o oficial pode recusar fundamentadamente quando suspeitar de fraude ou má-fé.
Escreva exatamente o que está errado e o que deveria constar. Se a resposta couber em uma linha e for verificável, o caminho é o cartório.
Normative basis: Law 6,015/1973, art. 110 · Law 14,382/2022 Revisado em
Mudei meu nome no exterior. Como atualizo no Brasil? A mudança feita lá fora não entra sozinha no registro brasileiro. Você precisa levar o ato estrangeiro ao registro civil daqui para que ele seja averbado.
A mudança feita lá fora não entra sozinha no registro brasileiro.
Você precisa levar o ato estrangeiro ao registro civil daqui para que ele seja averbado. O documento estrangeiro que alterou o seu nome vai apostilado, pela Convenção da Haia de 1961 em vigor no Brasil desde 14 de agosto de 2016, e traduzido por tradutor público juramentado. A averbação se faz no assento brasileiro, com base no art. 110 da Lei 6.015, de 31 de dezembro de 1973, ou por via judicial conforme o caso e a corregedoria do estado.
O que define a dificuldade é a causa da mudança. Nome alterado por casamento ou divórcio tem título claro. Alteração por decisão administrativa estrangeira, sem equivalente no direito brasileiro, tende a exigir apreciação judicial.
Identifique o documento que causou a mudança: certidão de casamento, sentença, ou ato administrativo. É ele que será apostilado.
Normative basis: Law 6,015/1973, art. 110 · Apostille Convention (Decree 8,660/2016) · Resolução CNJ 155/2012 Revisado em
Mudei de sobrenome ao obter cidadania americana. Como atualizo meus documentos brasileiros? Se você mudou de sobrenome ao obter a cidadania americana, essa alteração não é automaticamente reconhecida no Brasil.Para que a decisão estrangeira produza efeitos…
Se você mudou de sobrenome ao obter a cidadania americana, essa alteração não é automaticamente reconhecida no Brasil.
Para que a decisão estrangeira produza efeitos no Brasil, é necessário, em regra, ingressar com um pedido de homologação perante o STJ. Após o reconhecimento da decisão pelo STJ, é possível levar a documentação ao Cartório de Registro Civil para realizar a alteração no seu assento brasileiro.
Somente depois dessa etapa você poderá atualizar seus documentos brasileiros, como passaporte, RG, CNH e demais registros.
O procedimento pode ser realizado mesmo que você esteja morando no exterior.
Normative basis: Apostille Convention (Decree 8,660/2016) · Law 6,015/1973, art. 110 Revisado em
Depois do divórcio no exterior, como volto ao nome de solteira no Brasil? A volta ao nome acompanha a averbação do divórcio, e depende do que a sua sentença estrangeira diz sobre isso.
A volta ao nome acompanha a averbação do divórcio, e depende do que a sua sentença estrangeira diz sobre isso.
O divórcio consensual estrangeiro produz efeitos no Brasil independentemente de homologação, pelo art. 961, §5º do Código de Processo Civil, e a averbação direta pelo oficial de registro civil está disciplinada no Provimento 149 de 30 de agosto de 2023 do Conselho Nacional de Justiça.
Este é o ponto que trava mais averbações do que qualquer outro: sentença estrangeira que dissolve o casamento e nada diz sobre o nome. O oficial não presume a retomada, e resolver isso depois costuma exigir voltar ao juízo estrangeiro ou pedir a alteração no Brasil por outra via.
Releia a sua sentença procurando qualquer menção a nome, sobrenome ou name restoration. A presença ou ausência dessa cláusula define sozinha o seu próximo passo.
Normative basis: CPC, art. 961, §5º · CNJ Provision 149/2023 · Law 6,015/1973, art. 110 Revisado em
Posso atualizar CPF e passaporte antes de corrigir minha certidão? A ordem é fixa e não admite atalho: primeiro o registro civil, depois todo o resto. CPF e passaporte apenas repetem o que a certidão diz.
A ordem é fixa e não admite atalho: primeiro o registro civil, depois todo o resto.
CPF e passaporte apenas repetem o que a certidão diz. A Receita Federal e a Polícia Federal não alteram nome por conta própria: elas exigem a certidão atualizada como documento de base. Enquanto a averbação não existir no assento, pelo art. 110 da Lei 6.015, de 31 de dezembro de 1973, ou pelo traslado da Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça, o pedido é indeferido.
Tentar inverter tem custo real: taxa paga, agendamento consumido e, no caso do passaporte, uma nova espera na fila para refazer.
Peça primeiro a certidão de nascimento atualizada e confira se a averbação aparece nela. Só depois abra qualquer outro pedido.
Normative basis: Law 6,015/1973, art. 110 · Resolução CNJ 155/2012 Revisado em
Documento estrangeiro precisa de tradução juramentada para ser usado no Brasil? Precisa, e por tradutor público brasileiro. Tradução feita por você, por agência comum ou por tradutor certificado no exterior não tem fé pública aqui.O tradutor…
Precisa, e por tradutor público brasileiro. Tradução feita por você, por agência comum ou por tradutor certificado no exterior não tem fé pública aqui.
O tradutor público é profissional matriculado em junta comercial estadual, e a lista é pública e consultável. A exigência aparece na Resolução 155 de 17 de julho de 2012 do Conselho Nacional de Justiça para o registro civil e no art. 963, V do Código de Processo Civil para a homologação de decisão estrangeira.
Duas dispensas existem e valem dinheiro. Documento emitido por consulado brasileiro já é brasileiro e não se traduz. E documento em português, como certidão portuguesa, dispensa a tradução, ainda que continue precisando do apostilamento de haia.
Antes de contratar tradução, confira o idioma do documento e quem o emitiu. Uma dessas duas respostas pode eliminar a etapa inteira.
Normative basis: Resolução CNJ 155/2012 · CPC, art. 963 Revisado em
Qual a diferença entre apostila e tradução juramentada? Uma prova que o documento é autêntico, a outra diz o que ele significa em português. Não são alternativas: quase sempre você precisa das duas.
Uma prova que o documento é autêntico, a outra diz o que ele significa em português. Não são alternativas: quase sempre você precisa das duas.
A apostila é um certificado emitido pela autoridade competente do país que produziu o documento, prevista na Convenção da Haia de 1961, em vigor no Brasil desde 14 de agosto de 2016 pelo Decreto 8.660/2016. Ela atesta a origem oficial e substitui a antiga legalização consular. A tradução juramentada é feita depois, no Brasil, por tradutor público matriculado em junta comercial.
A ordem entre as duas importa e é fonte de retrabalho: apostila-se primeiro, traduz-se depois, porque a própria apostila precisa ser traduzida. Quem inverte paga duas traduções.
Olhe o documento e pergunte se ele já tem um carimbo ou folha extra chamada Apostille. Se não tiver, comece por aí.
Normative basis: Apostille Convention (Decree 8,660/2016) · Resolução CNJ 155/2012 Revisado em
Quanto tempo leva para retificar uma certidão no Brasil? O fator determinante é a via, não o cartório. Retificação administrativa e retificação judicial correm em escalas de tempo diferentes.
O fator determinante é a via, não o cartório. Retificação administrativa e retificação judicial correm em escalas de tempo diferentes.
A correção de erro evidente pelo art. 110 da Lei 6.015, de 31 de dezembro de 1973, é feita pelo próprio oficial no assento, sem citação, sem audiência e, desde a Lei 13.484, de 26 de setembro de 2017, sem parecer prévio do Ministério Público nos casos de erro material. A retificação judicial acrescenta distribuição, manifestação do Ministério Público e a pauta do juízo.
Para quem está fora, o item que mais alonga o prazo não é a análise: é o envio de documento original e, quando o caso vem do exterior, a apostila e a tradução juramentada.
Defina primeiro se o seu caso é erro evidente ou alteração que exige prova. Essa classificação, e não o cartório escolhido, é o que determina o calendário.
Normative basis: Law 6,015/1973, art. 110 · Law 14,382/2022 Revisado em
25% IR refund
12 perguntasQuantos anos de IR de 25% posso pedir de volta? Em regra, é possível pedir a restituição dos valores de Imposto de Renda que foram retidos indevidamente nos últimos 5 anos.No caso específico de aposentados…
Em regra, é possível pedir a restituição dos valores de Imposto de Renda que foram retidos indevidamente nos últimos 5 anos.
No caso específico de aposentados residentes no exterior, existe uma discussão importante sobre a retenção de 25% de IR na fonte sobre aposentadorias e pensões. A Receita Federal reconhece que, após o entendimento do STF, pode ser solicitado o ressarcimento da diferença entre os 25% retidos e o imposto efetivamente devido pela aplicação da tabela progressiva.
Por isso, quanto antes entrar com o pedido, melhor. A cada ano que passa, valores referentes a períodos anteriores podem deixar de ser recuperáveis em razão do prazo prescricional.
Normative basis: CTN, art. 168, I · LC 118/2005, art. 3rd · Precedent 85 of the STJ Revisado em
Preciso estar no Brasil para pedir restituição do IR de aposentadoria? Não. Você não precisa estar no Brasil para ingressar com a ação judicial e buscar a restituição do IR retido à alíquota de 25%.Todo o procedimento pode ser…
Não. Você não precisa estar no Brasil para ingressar com a ação judicial e buscar a restituição do IR retido à alíquota de 25%.
Todo o procedimento pode ser conduzido do exterior, por meio de procuração digital outorgada a advogado no Brasil, e a ação é totalmente digital. Portanto, nenhuma etapa exige a presença física do contribuinte no país.
Normative basis: IN RFB 2,299/2025 Revisado em
O valor da restituição do IR de 25% é corrigido? Sim, pela taxa Selic, contada desde o recolhimento indevido até a devolução efetiva.No âmbito dos tributos federais, o art.
Sim, pela taxa Selic, contada desde o recolhimento indevido até a devolução efetiva.
No âmbito dos tributos federais, o art. 39, §4º da Lei 9.250/1995 determina a incidência da Selic sobre o valor a restituir a partir do pagamento indevido. A Súmula 162 do STJ fixa o mesmo marco inicial para a correção monetária do indébito tributário.
A Selic recompõe o poder de compra do dinheiro que ficou retido, não gera ganho. Ela também não compensa a perda por prescrição: parcela que saiu da janela de cinco anos não volta corrigida, simplesmente não volta.
Ao comparar estimativas de valor, verifique se a correção pela Selic está incluída ou não. Contas que a ignoram subestimam de forma relevante os créditos mais antigos.
Normative basis: Precedent 162 of the STJ · Law 9,250/1995, art. 39, §4º Revisado em
Quem mora nos Estados Unidos pode pedir restituição do IR de 25%? Sim. O que o STF considerou é a residência fiscal fora do Brasil, não o país em que a pessoa mora.A tese do Tema 1174 trata de rendimentos pagos, creditados…
Sim. O que o STF considerou é a residência fiscal fora do Brasil, não o país em que a pessoa mora.
A tese do Tema 1174 trata de rendimentos pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a residentes ou domiciliados no exterior, sem qualquer recorte geográfico. Quem recebe aposentadoria ou pensão de fonte brasileira e mora fora está alcançado, seja nos Estados Unidos, em Portugal, no Japão ou em qualquer outro país.
O país entra na análise por outra porta: a existência de acordo para evitar dupla tributação entre o Brasil e o país de residência pode afetar como esse mesmo rendimento é tratado lá fora. Isso não altera o direito à restituição no Brasil, mas altera o planejamento tributário como um todo.
Confirme como sua aposentadoria brasileira é declarada no país onde você mora. A regularização no Brasil e a declaração no exterior precisam contar a mesma história.
Normative basis: STF, Topic 1174 (ARE 1327491) Revisado em
O STF acabou com o imposto de 25% sobre aposentadoria de quem mora no exterior? Sim, para aposentadoria e pensão. Em outubro de 2024 o STF declarou inconstitucional a alíquota fixa de 25% de imposto de renda retido na fonte sobre esses…
Yes, for retirement and pension.
Em outubro de 2024 o STF declarou inconstitucional a alíquota fixa de 25% de imposto de renda retido na fonte sobre esses rendimentos quando pagos a quem mora fora do Brasil. A decisão veio no Tema 1174 de repercussão geral (ARE 1327491, relator ministro Dias Toffoli), julgado em 18 de outubro de 2024, com acórdão publicado em 30 de outubro e trânsito em julgado em 28 de novembro do mesmo ano. No lugar da alíquota fixa passa a valer a tabela progressiva do imposto de renda prevista na Lei 11.482/2007, com a mesma faixa de isenção aplicada a quem mora no Brasil.
O ponto que quase todo texto sobre o assunto erra: a decisão alcança apenas aposentadoria e pensão. Rendimentos do trabalho e de prestação de serviços pagos a residentes no exterior continuam sujeitos aos 25% do art. 7º da Lei 9.779/1999, que permanece em vigor para essas hipóteses.
Verifique no seu informe de rendimentos qual é a natureza do que você recebe do Brasil. Se aparecer como aposentadoria ou pensão, a decisão do STF se aplica ao seu caso.
Normative basis: STF, Topic 1174 (ARE 1327491) · Law 9,779/1999, art. 7th · Law 11,482/2007, art. 1st Revisado em
Quem mora no exterior ainda paga 25% de imposto na aposentadoria do Brasil? Não deveria. A retenção correta hoje segue a tabela progressiva mensal, o que significa isenção para valores dentro da faixa e alíquotas entre 7,5% e 27,5% sobre o…
Não deveria.
A retenção correta hoje segue a tabela progressiva mensal, o que significa isenção para valores dentro da faixa e alíquotas entre 7,5% e 27,5% sobre o que exceder. A Receita Federal regulamentou a aplicação da decisão do STF pela Instrução Normativa RFB 2.299, de 17 de dezembro de 2025. Antes disso, a PGFN já havia se manifestado nos Pareceres SEI 453/2025/MF e 3465/2025/MF, este último orientando expressamente a aplicação das alíquotas progressivas ao que exceder o limite de isenção.
Duas ressalvas que mudam a conta. A tributação continua exclusiva na fonte e isolada: segundo o Parecer 3465, a decisão do STF não estendeu aos não residentes as regras de dedução nem o ajuste anual da declaração aplicáveis a quem mora no Brasil. E fontes pagadoras diferentes se adaptaram em ritmos diferentes, então retenção incorreta ainda aparece na prática.
Pegue os três últimos comprovantes de pagamento do seu benefício e confira o percentual efetivamente descontado. Se ainda estiver em 25% linear, há retenção a contestar.
Normative basis: STF, Topic 1174 (ARE 1327491) · IN RFB 2,299/2025 · Opinion SEI 3465/2025/MF Revisado em
Posso recuperar o imposto de 25% descontado da minha aposentadoria no exterior? Sim, dentro do prazo legal e limitado à diferença. O que se recupera não é o total retido, é o que foi cobrado a mais do que a tabela progressiva teria cobrado.
Sim, dentro do prazo legal e limitado à diferença.
O que se recupera não é o total retido, é o que foi cobrado a mais do que a tabela progressiva teria cobrado. O direito à restituição do que foi pago indevidamente está no art. 165 do Código Tributário Nacional. No caso do Tema 1174, dois fatos ampliam a viabilidade: o acórdão transitou em julgado em 28 de novembro de 2024 e não houve modulação de efeitos, ou seja, o STF não limitou a decisão a fatos futuros. O Parecer SEI 453/2025/MF registra ambos e dispensa a União de contestar e recorrer nessa matéria.
A limitação real é o prazo. Cada parcela retida tem seu próprio prazo de cinco anos, então a cada ano que passa o mês mais antigo sai da janela recuperável em definitivo.
Junte os informes de rendimentos dos últimos cinco anos antes de qualquer outra providência. Sem eles não há como dimensionar nem comprovar o crédito.
Normative basis: STF, Topic 1174 (ARE 1327491) · Opinion SEI 453/2025/MF · CTN, art. 168, I · LC 118/2005, art. 3rd Revisado em
Aposentado do INSS no exterior tem direito à restituição dos 25%? Sim. O caso que originou o Tema 1174 era exatamente esse: uma brasileira aposentada pelo Regime Geral da Previdência Social, residente em Portugal…
Sim.
O caso que originou o Tema 1174 era exatamente esse: uma brasileira aposentada pelo Regime Geral da Previdência Social, residente em Portugal, recebendo benefício equivalente a um salário mínimo. A tese fixada pelo STF alcança rendimentos de aposentadoria e de pensão pagos a residentes ou domiciliados no exterior, sem distinguir a fonte pagadora. O INSS foi inclusive um dos órgãos que consultou a PGFN sobre como cumprir a decisão, o que resultou no Parecer SEI 3465/2025/MF.
O que varia de pessoa para pessoa não é o direito, é o valor. Quem recebia benefício dentro da faixa de isenção teve 25% retidos sobre um valor que não deveria ter sido tributado, e recupera proporcionalmente muito mais do que quem recebia acima da faixa.
Baixe o extrato de pagamentos no Meu INSS e confira a linha de imposto retido. É a partir dele que se monta o pedido.
Normative basis: STF, Topic 1174 (ARE 1327491) · Opinion SEI 3465/2025/MF Revisado em
Servidor público aposentado que mora no exterior pode pedir restituição dos 25%? Sim. A tese do STF fala em rendimentos de aposentadoria e pensão, não em regime previdenciário específico…
Sim.
A tese do STF fala em rendimentos de aposentadoria e pensão, não em regime previdenciário específico, e portanto alcança também quem se aposentou por regime próprio. O critério da decisão é a natureza do rendimento combinada com a residência fiscal do beneficiário, não a natureza do ente pagador. O art. 7º da Lei 9.779/1999, declarado inconstitucional nessa parte, também não distinguia entre RGPS e regimes próprios.
A diferença aparece na execução, não no direito. Cada ente federativo tem sua própria fonte pagadora e seu próprio calendário de adequação, e órgãos estaduais e municipais costumam demorar mais a implementar decisão vinculante do STF do que a União.
Identifique exatamente qual órgão emite o seu comprovante de rendimentos. É contra essa fonte pagadora que a regularização precisa ser dirigida.
Normative basis: STF, Topic 1174 (ARE 1327491) · Opinion SEI 3465/2025/MF Revisado em
Preciso fazer ação judicial para receber de volta o IR de 25%? Nem sempre. A via administrativa ficou mais viável depois que a PGFN dispensou a União de contestar e recorrer nessa matéria e a Receita Federal regulamentou a…
Nem sempre.
A via administrativa ficou mais viável depois que a PGFN dispensou a União de contestar e recorrer nessa matéria e a Receita Federal regulamentou a aplicação da decisão. O Parecer SEI 453/2025/MF incluiu o tema na lista de dispensa de contestar e recorrer, o que significa que a própria Fazenda reconhece a tese. A Instrução Normativa RFB 2.299/2025 completou o quadro no plano administrativo. Onde o Fisco reconhece a tese, discutir judicialmente o mérito perde sentido.
Existe uma armadilha de prazo aqui, e ela é severa. Pelo art. 169 do Código Tributário Nacional, se o pedido administrativo for indeferido, o prazo para questionar esse indeferimento na Justiça cai de cinco anos para dois. Entrar na via administrativa sem controlar esse prazo pode custar o crédito inteiro.
Antes de protocolar qualquer coisa, defina a estratégia com quem vá acompanhar o processo até o fim. A escolha entre administrativo e judicial não é reversível sem custo.
Normative basis: Opinion SEI 453/2025/MF · IN RFB 2,299/2025 · CTN, art. 169 Revisado em
Quais documentos preciso para pedir restituição do IR de 25%? O documento central é o comprovante de rendimentos emitido pela fonte pagadora, ano a ano, mostrando o valor pago e o imposto retido.
O documento central é o comprovante de rendimentos emitido pela fonte pagadora, ano a ano, mostrando o valor pago e o imposto retido.
Sem ele não há como demonstrar o indébito. A restituição depende de prova do pagamento indevido, e é o informe de rendimentos que estabelece a base de cálculo, a alíquota efetivamente aplicada e a data de cada retenção, que é o marco do prazo de cinco anos do art. 168 do CTN.
Ao lado disso costumam ser exigidos: CPF regularizado, comprovação da condição de residente fiscal no exterior, dados bancários para crédito e procuração formalizada quando houver representação.
Solicite os informes de todos os anos ainda dentro da janela de cinco anos de uma vez só. Pedir ano a ano multiplica o tempo de espera sem nenhum ganho.
Normative basis: CTN, art. 168, I · IN RFB 2,299/2025 Revisado em
Como calcular quanto tenho para receber de volta do IR de 25%? A conta é a diferença entre o que foi retido a 25% e o que a tabela progressiva teria retido, mês a mês, corrigida pela Selic. A tabela aplicável é a do art.
A conta é a diferença entre o que foi retido a 25% e o que a tabela progressiva teria retido, mês a mês, corrigida pela Selic.
A tabela aplicável é a do art. 1º da Lei 11.482/2007, incluída a faixa de isenção. O Parecer SEI 3465/2025/MF esclarece que a tributação permanece exclusiva na fonte e isolada, e que não se estendem ao residente no exterior as deduções nem o ajuste anual próprios de quem mora no Brasil. Isso significa que a conta é mensal e sobre o rendimento bruto de aposentadoria, sem abater dependentes ou despesas médicas.
O erro mais comum é multiplicar o benefício por 25% e tratar o resultado como valor a receber. Quem recebia dentro da faixa de isenção recupera perto de tudo o que foi retido; quem recebia bem acima recupera a diferença entre 25% e a alíquota efetiva progressiva, que pode ser modesta.
Some, em cada informe, o valor pago e o valor retido no ano. Com esses dois números por ano já é possível estimar a ordem de grandeza do que está em discussão.
Normative basis: Law 11,482/2007, art. 1st · Opinion SEI 3465/2025/MF · Precedent 162 of the STJ · Law 9,250/1995, art. 39, §4º Revisado em
Case management and progress
4 perguntasConsigo resolver tudo 100% online, mesmo morando fora do Brasil? Sim! Nosso atendimento é totalmente online, com toda a estrutura necessária para conduzir seu caso de forma eficiente e segura…
Sim! Nosso atendimento é totalmente online, com toda a estrutura necessária para conduzir seu caso de forma eficiente e segura, independente do país onde você esteja. Utilizamos meios digitais para reuniões, envio de documentos e assinatura de procurações, garantindo agilidade e praticidade em todas as etapas do processo.
Do I need to be in Brazil to start a process? Não precisa. Nosso processo é totalmente online, e você pode iniciá-lo mesmo estando no exterior.
Não precisa. Nosso processo é totalmente online, e você pode iniciá-lo mesmo estando no exterior. Cuidamos da sua homologação de divórcio, divórcios consensuais e da legalização de casamento estrangeiro no Brasil, tudo à distância, sem a necessidade de deslocamento ao país.
How long does it take to resolve a foreign divorce ratification process? O prazo pode variar de acordo com a complexidade do caso e a cooperação das partes envolvidas.
O prazo pode variar de acordo com a complexidade do caso e a cooperação das partes envolvidas. Em média, procedimento como homologação de divórcio estrangeiro pode levar entre 4 a 6 meses. No entanto, se for litigioso, o procedimento pode demorar mais. Nossa equipe trabalha com estratégias ágeis para garantir o máximo de eficiência dentro do que a lei permite.
What happens if my ex-spouse does not want to cooperate with the process? Mesmo sem a cooperação do ex-cônjuge, o processo pode prosseguir judicialmente.
Mesmo sem a cooperação do ex-cônjuge, o processo pode prosseguir judicialmente. Nesse caso, entraremos com uma ação no Brasil, utilizando todos os mecanismos legais disponíveis para defender seus direitos. Nossa equipe irá conduzir tudo com firmeza, sempre respeitando os trâmites internacionais aplicáveis.
Ainda ficou dúvida? Pergunte para uma pessoa.
Nenhuma central cobre todos os casos. O seu tem datas, documentos e um histórico que só aparecem quando alguém olha. Atendimento 100% online, de onde você estiver.
Conteúdo revisado por Gabriela Bozzo, OAB/SP 430.180, em . As respostas são informativas e não substituem a análise do seu caso concreto: cada situação tem datas, documentos e um histórico próprios que podem mudar a conclusão.
