IR de 25% para aposentados no exterior é inconstitucional e pode ser restituído - Global Law Advisors | Direito de Família Internacional
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IR de 25% para aposentados no exterior é inconstitucional e pode ser restituído


Milhares de brasileiros que moram fora do país continuam sofrendo a retenção de 25% de Imposto de Renda sobre aposentadorias e pensões, mesmo após o Supremo Tribunal Federal declarar esse desconto inconstitucional. O valor é descontado diretamente pelo INSS, mês a mês, reduzindo de forma significativa a renda de quem já contribuiu por toda a vida.

O que muitos não sabem é que esse desconto é ilegal e pode ser interrompido judicialmente, com direito à restituição dos valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos, corrigidos pela taxa Selic. Entender esse direito é o primeiro passo para recuperar o que foi retido sem respaldo constitucional.

O que é o desconto de 25 por cento no IR para quem mora no exterior

A legislação brasileira passou a prever a retenção fixa de 25 por cento de Imposto de Renda sobre aposentadorias e pensões pagas a beneficiários residentes no exterior. Diferentemente de quem mora no Brasil, não se aplicava tabela progressiva nem isenção.

Na prática, isso significou um tratamento desigual entre contribuintes em situações semelhantes, gerando uma cobrança automática e elevada, sem análise da capacidade contributiva de cada aposentado ou pensionista.

Por que o STF declarou esse desconto inconstitucional

O Supremo Tribunal Federal reconheceu que a cobrança viola princípios constitucionais fundamentais, especialmente a isonomia e a capacidade contributiva. A Corte entendeu que não é legítimo tributar de forma mais gravosa apenas em razão do local de residência. A decisão (Tema 1174 do STF), proferida no final de 2024 e com trânsito em julgado, é definitiva e não cabe mais recurso por parte do governo.

A tributação diferenciada de aposentados residentes no exterior, sem observar a capacidade contributiva, afronta os princípios constitucionais da igualdade tributária.

Por que o desconto continua sendo feito pelo INSS

Mesmo após o reconhecimento da inconstitucionalidade, o INSS continua realizando a retenção automática de 25% nos pagamentos feitos ao exterior. Isso ocorre porque, na maioria dos casos, é necessária uma ação judicial individual para cessar o desconto.

Sem essa iniciativa, o valor segue sendo descontado mensalmente, gerando prejuízo contínuo ao beneficiário.

Em situações como essa, a orientação jurídica adequada faz toda a diferença. Um atendimento especializado pode ser iniciado de forma totalmente online por meio do contato direto com o escritório.

É possível recuperar os valores pagos indevidamente

Sim. Quem sofreu a retenção ilegal tem direito à restituição dos valores descontados nos últimos cinco anos, com correção monetária pela taxa Selic, que já engloba juros e atualização.

Além da restituição, a ação judicial também busca impedir que novos descontos continuem ocorrendo, protegendo a renda futura do aposentado ou pensionista.

Quem pode entrar com a ação judicial

O direito à restituição não se limita a um único perfil. A legislação e a jurisprudência permitem que diferentes beneficiários busquem a reparação.

  • Aposentados que recebem benefício do INSS e residem no exterior.
  • Aposentados que recebem aposentadoria privada com retenção de 25% em razão da residência fora do Brasil.
  • Pensionistas que recebem pensão por morte e sofrem o mesmo desconto.
  • Herdeiros, nos casos em que o aposentado ou pensionista faleceu sem ter buscado a restituição em vida.

Cada situação exige análise individualizada, inclusive quanto à documentação e aos valores envolvidos. Essa avaliação pode ser feita à distância, com total segurança, por meio de um atendimento jurídico especializado.

Por que contar com um escritório especializado em direito internacional

Casos que envolvem aposentadoria, tributação e residência no exterior exigem conhecimento técnico que vai além do direito previdenciário tradicional. É fundamental compreender as regras internacionais, tratados e impactos fiscais.

Um escritório com atuação em direito internacional e atendimento a brasileiros no exterior está preparado para conduzir todo o procedimento de forma remota, estratégica e segura, desde a análise inicial até a conclusão da ação.

Perguntas frequentes sobre o IR de 25% no exterior

Quem mora fora do Brasil ainda precisa pagar os 25% de IR?


Não. O STF declarou essa cobrança inconstitucional. No entanto, o desconto pode continuar ocorrendo até que seja ajuizada ação para suspendê-lo.

Preciso voltar ao Brasil para entrar com a ação?


Não. Todo o procedimento pode ser feito de forma online, por meio de procuração, inclusive para quem reside há muitos anos no exterior.

É possível recuperar valores antigos?


Sim. A restituição alcança os últimos cinco anos anteriores ao ajuizamento da ação, com atualização pela taxa Selic.

Herdeiros podem pedir a restituição?


Sim. Caso o beneficiário tenha falecido, os herdeiros podem buscar a devolução dos valores pagos indevidamente.

O processo é demorado?


O prazo varia conforme o caso, mas a análise correta desde o início evita atrasos e aumenta a segurança jurídica do procedimento.

Conclusão

A retenção de 25% de Imposto de Renda sobre aposentadorias e pensões pagas a brasileiros no exterior é ilegal e já foi declarada inconstitucional pelo STF. Ainda assim, muitos continuam sofrendo descontos mensais indevidos.

Buscar orientação especializada é essencial para suspender a cobrança, recuperar valores pagos nos últimos cinco anos e proteger a renda futura, tudo de forma segura e compatível com a realidade de quem vive fora do Brasil.

Publicado em: 10/01/2026

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